Mulher procura irmãos que não vê há mais de 30 anos no interior do Acre

Maria de Oliveira, de 42 anos, diz que deixou a casa dos avós aos 12 anos.
‘Não sou sozinha, tenho uma família e preciso procurar’, diz acreana.

Caio Fulgêncio

Maria de Oliveira ao lado de neto, que também
mora em Rio Branco (Foto: Arquivo pessoal)

A empregada doméstica Maria Marcelina de Oliveira, de 42 anos, deixou a casa da família quando ainda tinha 12 anos, devido a problemas de convivência.

Desde então, perdeu totalmente o contato com todos os parentes, que moravam em cidades do interior do Acre. Após uma espera de três décadas, a acreana, que atualmente mora em Rio Branco, decidiu procurar os quatro irmãos.

Maria lembra que morava com nas proximidades de Brasileia, quando a mãe, Nicolina Marcelina de Oliveira, se mudou para Xapuri levando os quatro irmãos menores.

“Fiquei com meus avós, começaram uns problemas e decidi ir embora. Minha mãe morreu pouco tempo depois. Antes de morrer, ela deu dois dos meus irmãos para uma família. Perdi o contato total e até hoje não tive nenhuma notícia”, diz.

Os outros dois irmãos, de acordo com a doméstica, ficaram com outros parentes. Maria afirma que não sabe exatamente em que cidade os irmãos moram, nem se mantiveram o sobrenome da família. Puxando da memória, a acreana enumera o primeiro nome de três deles: Cleia, Josué e Rita. “Acho que meus tios os levaram para Brasileia, mas não tenho certeza”, fala.

A acreana revela que a demora em tentar achar a família se deu por causa do medo. “Não sou sozinha. Tenho uma família e preciso procurar. Nunca tinha tentado por medo de ser rejeitada, mas era algo que já estava dentro de mim. Pedi força a Deus e criei coragem. Tenho fé de que vou encontrar pelo menos um dos meus irmãos”, finaliza.

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