Mulher ficou no chão a espera de uma ambulância e foi socorrida por terceiros – Fotos: Alexandre Lima

As cidades de Brasiléia e Epitaciolândia, que somam aproximadamente 30 mil habitantes, isso sem a zona rural, está a mercê da sorte no tocante a quem possa precisar de uma ambulância, caso seja necessário um resgate e seja levado ao hospital.

Na noite desta sexta-feira, dia 6, uma mulher se envolveu em um acidente entre uma moto e um carro, já na BR 317, sentido Brasiléia/Assis Brasil. Para espanto das pessoas que assistiram o sinistro, souberam que teriam de agir por conta própria.

A mulher que agonizava de dor com suspeita de fratura em um dos tornozelos, ficou esperando que uma ambulância à socorresse, mas, ficou sabendo por populares que não havia uma ambulância do SAMU e nem a do Corpo de Bombeiros para lhe levasse ao hospital distante cerca de 400 metros do local.

Acadêmicos de medicina foram até o hospital para pedir ajuda, e souberam que sequer havia um colete cervical e uma prancha tinha para ajudar no resgate. Mesmo com a chegada de policiais militares, nada puderam fazer para ajudar, já que não possuíam um veículo adequado.

Somente com ajuda de populares, apareceu um colete cervical e a mulher foi resgatada para o hospital reclamando de dores pelo corpo.

Foi informado que as duas ambulâncias que dão apoio no hospital Wildy Viana, estariam em manutenção na Capital e não foi disponibilizado outro para suprir a falta. O mais grave talvez, seria a falta no 5º Batalhão do Corpo de Bombeiros do Alto Acre, localizado em Epitaciolândia.

Foi informado que o SAMU retirou o único veículo disponível para a realização de resgate de urgência. Os socorristas dos Bombeiros são especializados para esse tipo de ocorrência e o veículo seria disponibilizado somente para o transporte de doentes.

Durante a semana, casos de acidentes foram registrados onde os socorristas dos Bombeiros levavam uma pessoa na carroceria de uma pick-up.

Resgate realizado durante a semana pelo Corpo de Bombeiros em Epitaciolândia – Foto/Facebook

Caso seja verdade, o Governo do Acre poderá ser responsabilizado por não ter veículos e pessoas especializadas em resgates de alta complexidade.

A mulher foi levada para o hospital encima na carroceria de uma pick-up, onde recebeu atendimento médico e ficou em observação após passar por exames e cuidados.

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