Ex-senador Paulo Bravo reforça tese da inocência

Época quando Leopoldo foi preso na cidade de Cobija, capital de Pando/Bolívia - Foto: Alexandre Lima/Arquivo
Época quando Leopoldo foi preso na cidade de Cobija, capital de Pando/Bolívia – Foto: Alexandre Lima/Arquivo

Por Itaan Arruda

O ex-senador pelo P Departamento de Pando Paulo Bravo reforçou a tese de que o aliado Leopoldo Fernández é um preso político. A decisão da Assembleia dos Direitos Humanos da Bolívia de retirar a acusação e os advogados do processo justifica a afirmativa do ex-senador. “Foi uma perseguição política”, raciocina. “Não há mais sentido manter Leopoldo preso”.

No Conflito de Porvenir, ocorrido no Departamento de Pando em 2008, foram mortas 13 pessoas (8 trabalhadores rurais e 5 aliados de Leopoldo). “A Assembleia dos Direitos Humanos da Bolívia era o principal acusador”, pontua. “Se o principal acusador não vê elementos que comprovem responsabilidade de Leopoldo, que sentido tem mantê-lo preso?”

Em 2010, dois anos após o conflito, Paulo Bravo se refugiou no Brasil. Hoje, trabalha em Mato Grosso e já adquiriu nacionalidade brasileira. “Até a esposa de um dos maiores líderes campesinos assassinados no conflito retirou a acusação contra Leopoldo, junto com outros três acusadores”, contabiliza. “E isso não é à toa. As acusações são retiradas porque não há fundamentos nelas”.

Leopoldo Fernandez foi preso e levado para La Paz pelo governo de Evo Morales - Foto: Alexandre Lima/arquivo
Leopoldo Fernandez foi preso e levado para La Paz pelo governo de Evo Morales – Foto: Alexandre Lima/arquivo

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