O candidato a presidente pelo PSL, Jair Bolsonaro, voltou a criticar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que anulou a lei que tornava obrigatória a impressão do voto do eleitor na urna eletrônica.

Para ele, essa era a medida mais eficaz de se combater fraudes nas eleições no brasil. O presidenciável falou em possíveis manobras de institutos de pesquisa para, nas próximas semanas, colocá-lo em desvantagem na corrida pelo Planalto.

“Não temos qualquer garantia que teremos eleições limpas no corrente ano. Não acredito em instituto de pesquisa, sei que lá na frente vão botar meu nome lá embaixo, vão inventar uma historinha para justificar uma fraude no Brasil”.

Indagado sobre a decisão do Tribunal Superior Eleitoral de indeferir a candidatura do ex-presidente Lula (PT), Bolsonaro falou que ela era óbvia e esperada. “Eu estou em campo para lutar contra todo esse esquema que está aí, é o esquema do centrão, é o esquema do PT. O TSE fez o que foi óbvio. A lei da Ficha Limpa é clara”, disse.

O candidato fez críticas ao ministro Edson Fachin, o único a defender o direto do petista de disputar o pleito, mesmo com uma condenação em segunda instância por lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

“Eu fiquei surpreso ontem com o senhor Fachin aceitando uma piruada do Comitê de Direitos Humanos da ONU recomendando que o maior bandido da história do Brasil, condenado em segunda instância, pudesse concorrer ao cargo máximo do Brasil.”

A partir de então, ele passou a centrar sua críticas ao PSDB e a Geraldo Alckmin. Com Lula fora do páreo, o presidenciável agora ter um novo alvo para seus ataques: os tucanos. Para ele, tucanos e petistas “são filhos da mesma barriga”. Bolsonaro tentou fragilizar o PSDB dizendo que o partido é contrário aos principais pontos que ele defende.

“Alguém já viu alguém do PSDB ser contra a ideologia de gênero? Alguém querer escola sem partido? Talvez exista algum perdido por ai. Mas o partido como regra, não. O PSDB foi contra a redução da maioridade penal na Câmara.”

“Filhos da mesma barriga. Fizeram o que ao longo de 20 anos? Nos mergulharam na maior crise moral, ética e econômica. Esses que queremos que continuem administrando o Brasil?”, indagou.

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