Câncer de pulmão é o maior ‘vilão’ entre os tumores relacionados ao fumo. Segundo direção do Unacon, a maioria dos pacientes tem idade entre 50 e 70 anos.

Câncer de pulmão é o maior ‘vilão’ entre os tumores relacionados ao fumo, segundo diretor do Unacon — Foto: Luciano Calafiori/G1
Por Iryá Rodrigues

Dos pacientes que estão em tratamento no Hospital do Câncer do Acre (Unacon), 80 são acometidos por tumores ligados ao uso do tabaco, segundo o diretor clínico da unidade, Melk Menezes Hadad.

No dia em que é lembrado o Dia Mundial da Luta Contra o Tabaco, nesta sexta-feira (31), o diretor destaca os riscos a que os fumantes ativos e passivos se submetem.

Conforme Hadad, o contato ativo com derivados de tabaco aumenta as chances de ter câncer de pulmão, de boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, rim, bexiga e colo de útero.

O câncer de pulmão é o maior ‘vilão’ entre os tumores relacionados ao fumo. Segundo os dados do Unacon, 38 pacientes fazem tratamento contra a doença na unidade. A maioria dos casos é de pessoas com idade entre 50 e 70 anos.

“Segundo a Organização Nacional de Saúde [OMS], o cigarro mata no mundo mais de 7 milhões de pessoas por ano e desses, 890 mil são fumantes passivos. No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer aponta que 428 pessoas morrem por dia devido ao tabagismo. No Acre, 85% dos casos de câncer de pulmão estão relacionados ao tabagismo”, explicou o diretor.

Câncer de cabeça e pescoço

Os dados mostram que 23 pessoas fazem tratamento de cânceres na região da cabeça e pescoço, sendo 8 só de laringe. Além de 14 pessoas com câncer de esôfago e 13 com tumor na bexiga.

“Em relação ao câncer de cabeça e pescoço, vale ressaltar que o tabagismo associado ao alcoolismo aumenta em 50% o risco da doença. Quem fuma tem dez vezes mais chance de ter um câncer de laringe. No caso do câncer de esôfago, são 20% de chance a mais. Vale lembrar que, mesmo parando de fumar, no período de 15 anos ainda existe o risco de ter um câncer. Cerca de 50% a 70% dos casos de câncer de bexiga estão associados ao tabagismo”, destacou Hadad.

Por ser uma prática nova no país, o diretor diz que ainda não existem dados estatísticos a respeito do uso do narguilé. Mas ele alerta, a inalação de fumaça para quem usa o narguilé é cerca de 100 vezes maior que a do cigarro comum.

“Dessa forma, você está aumentando o risco de doenças como o câncer em cem vezes. Por isso, a gente alerta para que os pacientes jovens evitem esse uso”, concluiu.

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