Conecte-se conosco

Brasil

OMS declara emergência global de saúde para tentar conter surto de varíola do macaco

Publicado

em

Doença já afeta quase 17.000 pessoas em 74 países. Risco no mundo é relativamente moderado, exceto na Europa, onde é alto

OMS decreta emergência global por causa da varíola do macaco
BRIAN W.J. MAHY/REUTERS –

A OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou emergência global de saúde para tentar conter o surto de varíola do macaco. O mais alto nível de alerta foi anunciado neste sábado (23) pelo diretor-geral, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

“Decidi declarar uma emergência de saúde pública de alcance internacional”, disse Tedros em entrevista coletiva, afirmando que o risco no mundo é relativamente moderado, exceto na Europa, onde é alto.

Tedros explicou que o comitê de especialistas não conseguiu chegar a um consenso e permaneceu dividido sobre a necessidade do nível mais alto de alerta. Em última análise, a decisão cabe ao CEO.

“É um chamado à ação, mas não é o primeiro”, disse Mike Ryan, chefe de emergências da OMS, que espera que o alerta leve a uma ação coletiva contra a doença.

A decisão deste sábado foi tomada após uma reunião do Comitê de Emergência, em 23 de junho, convocada por Ghebreyesus para discutir a doença, que afeta quase 17.000 pessoas em 74 países, segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA, em 22 de julho.

Esta é a sexta vez que a OMS declara uma ESPII (Emergência de Saúde Pública de Interesse Internacional) nos últimos dez anos. As outras foram: ebola na África Ocidental (2014), poliomielite (2014), zika (2016), ebola na República Democrática do Congo (2019) e Covid-19 (2020).

A OMS define uma ESPII como “um evento extraordinário que constitui um risco à saúde pública para outros Estados, por meio da propagação internacional de doenças, e potencialmente exige uma resposta internacional coordenada”.

Em termos práticos, a declaração não afeta os países, mas serve para aumentar o nível de alerta em relação à ameaça e incentivar ações integradas entre governos e a própria OMS.

Os critérios analisados pelos especialistas envolveram os riscos à saúde humana, de disseminação internacional e de interferência no tráfego internacional.

Desde o dia 6 de maio, o mundo tem lidado com um surto global de varíola do macaco, que começou na Europa e hoje já infectou pessoas em mais de 30 países. 
Teoricamente, essa doença não deveria causar tanta preocupação nos pesquisadores, uma vez que ela é altamente conhecida. Surgiu nos macacos em 1958, e o primeiro caso em humanos foi em 1970. Além disso, a transmissão sempre foi considerada difícil pelos especialistas. 
Mas o crescimento exponencial de infectados e o aparecimento em lugares teoricamente sem conexão mudou essa história, e alguns pontos intrigam a comunidade científica – Reprodução

Advertência contra a discriminação

Desde o início de maio, foi detectado um aumento incomum de casos fora dos países da África Central e Ocidental onde o vírus é endêmico, espalhando-se por todo o mundo, com um alto número de infecções na Europa.

A varíola do macaco — detectada pela primeira vez em humanos em 1970 — é menos perigosa e contagiosa do que sua prima varíola, erradicada em 1980.

Na maioria dos casos, os pacientes são homens relativamente jovens que têm relações homossexuais e geralmente vivem em cidades, disse a OMS.

De acordo com um estudo do New England Journal of Medicine com 528 pessoas em 16 países — o maior até o momento —, 95% dos casos foram transmitidos sexualmente.

“Esta forma de transmissão representa tanto uma oportunidade para intervenções de saúde pública direcionadas quanto um desafio, pois as comunidades afetadas em alguns países enfrentam formas de discriminação como risco de vida”, disse Tedros.

O chefe da OMS disse que “há uma preocupação real de que homens que fazem sexo com outros homens possam ser estigmatizados ou culpados pelo surto, tornando mais difícil rastrear e conter os casos”.

Saiba o que ainda intriga a ciência sobre a varíola do macaco

 

Vacinação

Na última sexta-feira (22), a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) recomendou estender o uso de uma vacina contra a varíola para combater a propagação da varíola do macaco, o que já é feito em vários países.

Em 2013, a União Europeia aprovou a vacina Imvanex, da empresa dinamarquesa Bavarian Nordic, para prevenir a varíola. Seu uso agora é estendido à varíola do macaco devido à semelhança entre os vírus das duas doenças.

A OMS recomenda vacinar as pessoas de maior risco, bem como os profissionais de saúde que possam estar expostos à doença.

Arte/R7

Comentários

Brasil

Surtos de cólera aumentam em todo o mundo e taxa de mortalidade cresce

Publicado

em

Alerta é da Organização Mundial da Saúde

Logo da OMS do lado de fora de sede da entidade em Genebra

Os casos de cólera aumentaram este ano, especialmente em locais de pobreza e conflito, com surtos relatados em 26 países e taxas de mortalidade crescendo acentuadamente, disse disse hoje (30) em Genebra o líder da equipe da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a Cólera, Philippe Barboza.

Em um ano típico, cerca de 20 países relatam surtos da doença que se espalha pela ingestão de alimentos ou água contaminados e pode causar diarreia aguda.

“Após anos de números decrescentes, estamos vendo um aumento muito preocupante de surtos de cólera em todo o mundo desde o ano passado”, afirmou Barboza.

A taxa média de mortalidade até agora quase triplicou este ano, em comparação com a média de cinco anos e atualmente está em torno de 3% na África, acrescentou.

Embora a maioria das pessoas afetadas tenha sintomas leves ou inexistentes, a cólera pode matar em poucas horas se não for tratada.

Barboza também manifestou preocupação com surtos no Chifre da África (Nordeste africano) e partes da Ásia, incluindo o Paquistão, onde algumas regiões estão inundadas.

Ele lembrou que apenas alguns milhões de doses de vacinas estão disponíveis para uso antes do fim deste ano, citando a falta de fabricantes entre os problemas.

A OMS mantém estoque de emergência de vacinas contra cólera.

“Então, está muito claro que não temos vacinas suficientes para responder a tantos surtos agudos e menos ainda para implementar campanhas de vacinação preventiva, que podem ser uma forma de reduzir o risco para muitos países”.

Comentários

Continue lendo

Brasil

Festival da Matemática atrai mais de 5 mil estudantes no primeiro dia

Publicado

em

2º Festival Nacional da Matemática, na Marina da Glória, no Rio de Janeiro. Evento conta com programação de palestras, oficinas, jogos, exposições, cinema e teatro

A segunda edição do Festival Nacional da Matemática foi aberta nessa quinta-feira (29) na Marina da Glória, no Rio de Janeiro. O objetivo do evento é comprovar que a matemática pode ser divertida e lúdica e encantar crianças e adultos. O festival é promovido pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), em parceria com a Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) e a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

Nos dois primeiros dias do evento, participam 8.251 estudantes do ensino fundamental e do ensino médio de 179 escolas públicas e privadas do Rio de Janeiro. Hoje (30), eles dividem o espaço com o público em geral, mas, amanhã (1º), dia do encerramento, o festival será exclusivo para as experiências do público geral nos vários estandes disponíveis.

Um dos destaques é o projeto Meninas Olímpicas, do Impa, coordenado pela professora Letícia Rangel. Ela disse à Agência Brasil que o Meninas Olímpicas é um projeto de educação que visa investigar e promover o incentivo de meninas para área de STEM (do inglês ciência, tecnologia, engenharia e matemática) nas escolas. “É muito barulho! Barulho bom de criança se divertindo, de contato prazeroso com a matemática”, comemorou Letícia, ao falar sobre a abertura do festival.

A primeira versão foi realizada em 2019, com cinco escolas públicas. Durante a pandemia, o projeto não ocorreu, mas o sucesso alcançado há três anos foi tão grande que o Impa dobrou agora para dez escolas, contando com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado do Rio de Janeiro (Faperj). Participam alunos de todas as universidades públicas do estado.

Segundo Letícia, o que mostra que é possível fazer é o fato de quatro das cinco primeiras escolas que participaram do projeto em 2019 terem permanecido este ano. “Isso já é um sinal. A equipe é a mesma. Não perdi nenhum professor, nenhuma graduanda. E mais do que isso: meninas que eram alunas da educação básica em 2019 hoje são graduandas e estão atuando no projeto como graduandas. Elas foram motivadas, decidiram pela carreira na área de exatas e hoje estão sendo modelo para outras meninas.”

Nas escolas, o projeto funciona com atividades rotineiras semanais. “Em cada escola tem um professor que coordena o projeto. Ele recebe uma graduanda de licenciatura em matemática e atende a comunidade escolar. E alunas da educação básica desenvolvem atividades de matemática e de robótica e Arduíno (placa eletrônica de código aberto baseada em hardware e software descomplicados). A intenção é, primeiro, motivar as meninas, encorajá-las para as áreas de STEM”.

De acordo com Letícia, diferentemente do que ocorre com os meninos, de forma geral, as meninas, para seguir nas áreas das ciências exatas, precisam ser incentivadas para vencer os estereótipos. “A literatura mostra que as meninas precisam vencer os estereótipos para que possam fazer suas escolhas.”

Atualmente, o Meninas Olímpicas tem envolvimento direto de 90 integrantes – dez professores, 13 graduandas e alunas da educação básica, a partir da 8ª série do ensino fundamental e do ensino médio. Letícia enfatizou a importância de projetos que incentivem meninas para as áreas de STEM nas escolas porque é nessa etapa da escolaridade que o estudante escolhe as áreas para a universidade e que profissão querem seguir. O projeto visa também formar o professor e as graduandas para enfrentar a questão da falta de representatividade feminina na área de exatas.

Desenvolvimento

Para o diretor executivo da Firjan Senai Sesi, Alexandre dos Reis, a matemática é peça fundamental para o futuro da indústria e do país. “Estimular crianças e jovens a se desenvolver em matemática é também cuidar do desenvolvimento industrial e tecnológico e faz parte do que acreditamos como instituição”, afirmou.

O coordenador de Educação Básica da Firjan Sesi, Vinicius Mano, disse à Agência Brasil que o festival é uma iniciativa importante para estimular o ensino da matemática. “Infelizmente, a matemática é vista como uma ciência fora do alcance, longe das pessoas, do dia a dia, da brincadeira, do que as crianças gostam. E o festival tem muito dessa ideia: mostrar que a matemática não é uma ciência feita para nerds, e sim uma ciência para investigar padrões, descobrir formas. É uma ciência interativa, em que se pode botar a mão, ver as coisas acontecerem”. Nesse sentido, o festival tem um peso importante de “desmistificar um pouco dessa cara de malvada que a matemática tem.”

O estande da Firjan apresenta o projeto Arena, uma exposição itinerante com peças do Museu de Matemática de Nova Iorque. São experiências e atividades em que a criança pode “botar a mão na matemática”, ressaltou Mano. A roda quadrada em um triciclo, o cubo cabeça, formado por sete peças tridimensionais, o desafio do labirinto, a Legolândia e o xadrez gigante são algumas das atividades propostas.

Além disso, equipes de robótica das Escolas Firjan Sesi Resende, Barra do Piraí, São Gonçalo e Tijuca também estão presentes no estande. “São várias atividades que mostram o lado lúdico da matemática e a maneira de enxergar a matemática a partir da experiência.”

Olimpíada

Outro estande de grande afluência é o da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). A coordenadora de Logística da Olimpíada, Erika Sholl, disse que tem sido grande a procura pelas provas já efetuadas. “Temos os momentos Obmep, que são pequenos desafios de 5 minutos, com a colaboração de alunos da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). “Eles colocam em uma tela desafios rápidos, de raciocínio lógico. Estamos tendo uma grande resposta, porque as crianças procuram as provas e livros com as questões. Já é a terceira vez que o motorista vai ao Impa para trazer material. A gente não esperava isso.”

Segundo Erika, o festival tem se mostrado um incentivo fantástico para a Olimpíada de Matemática. Com a realização este ano da primeira Obmep Mirim, para alunos da segunda à quinta série do ensino fundamental, o incentivo tem sido grande. “As oficinas contribuem para isso”. No turno da manhã, 2,4 mil estudantes das escolas públicas e privadas fluminenses participaram do evento. À tarde, mais 2,6 mil. Nas telas disponibilizadas no festival, são veiculados lembretes das provas da segunda fase da Obmep, no dia 8 de outubro, e da Obmep Mirim, no dia 11 do próximo mês.

Fiocruz

Está presente ainda no Festival Nacional da Matemática o programa Ciência Móvel, do Museu da Vida, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). De acordo com o coordenador do programa, Paulo Henrique Colonese, o Ciência Móvel leva exposições para municípios do interior e que, desde sua primeira edição, em 2017, traz atividades que envolvem experimentos sobre ações de física, biologia, química e matemática. “As crianças estão participando bastante das ações. Pensamos que a chuva fosse atrapalhar um pouco, mas as escolas estão vindo. Está muito cheio aqui”, comemorou Colonese.

Dois conjuntos de atividades do programa atraem o interesse dos estudantes, reunindo jogos e quebra-cabeças geométricos, que provocam desafio visual. Colonese destaca ainda as oficinas de aviões de papel. “Trouxemos dez modelos de aviões com tamanho e formas diferentes, e isso afeta o voo das gaivotas”. Foi disponibilizada uma faixa de 10 metros para ver quais aviões vão mais longe. “As crianças estão interessadas e participando”. O projeto, que tinha sido criado antes da pandemia da covid-19, passa agora pelo primeiro teste. “Está dando muito certo.”

O Ciência Móvel conta com duas equipes de 25 pessoas que se revezam de manhã e à tarde durante o festival.

Comentários

Continue lendo

Brasil

Tropas federais atuarão em 575 localidades de 11 estados

Publicado

em

Em 2018, 513 localidades de 11 estados contaram com a os militares

O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou hoje (29) nova autorização para envio de militares de forças federais para municípios do Amazonas. As tropas vão fazer a segurança dos locais de votação no primeiro turno das eleições, que será realizado no domingo (2).

Com a decisão, subiu para 575 o número de localidades do país que terão apoio de militares para garantir a logística de distribuição das urnas e a segurança do pleito.

Localidades de 11 estados receberão as tropas –  Acre, Alagoas, Amazonas, Ceará, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Maranhão, Pará, Piauí, Rio de Janeiro e Tocantins.

De acordo com o Ministério da Defesa, órgão responsável pela logística, militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica vão garantir a segurança de zonas eleitorais e auxiliar na logística de distribuição das urnas eletrônicas e do transporte de pessoal para comunidades localizadas em áreas rurais, indígenas e ribeirinhas.

O envio de tropas federais ocorre quando um município informa à Justiça Eleitoral que não tem capacidade de garantir a normalidade do pleito com o efetivo policial local.

Em agosto, o Decreto Presidencial 11.172 autorizou o emprego das Forças Armadas para garantia da votação e da apuração das eleições.

Nas eleições de 2018, 513 localidades de 11 estados contaram com a presença de militares.

Comentários

Continue lendo

Em alta