A força-tarefa não é uma ação exclusiva do Corpo de Bombeiros, todos os órgãos ambientais do governo atuam em parceria e têm suas responsabilidades.

Foto: vídeo-câmera levantamento aéreo Setembro/1999 para o LBA (área de FTP). Arquivo.
Lilia Camargo

O plano de contingência para o gerenciamento de queimadas no Acre está pronto desde o mês de novembro do ano passado. Os órgãos de defesa ambiental desde então, já vêm colocando em prática algumas ações de prevenção e conscientização sobre os riscos e prejuízos provocados à saúde pública e ao meio ambiente.

Oficialmente o período propício para a incidência de queimadas inicia no mês de junho, com a estiagem e início do verão amazônico, contudo já no mês de maio foram registrados focos de crimes ambientais sendo necessário intensificar e antecipar as ações de prevenção.

“Nós já nos preparamos para este ano, com a preparação de efetivo, veículos e aquisição de equipamento. A força-tarefa com ações estratégicas de prevenção e combate a incêndios começou desde o ano passado.  Começamos a investir em palestras educativas nas escolas públicas, tornando alunos agentes de conscientização no meio familiar, panfletagem e propagandas em veículos de comunicação”, destacou Cláudio Falcão, major do Corpo de Bombeiros.

A força-tarefa não é uma ação exclusiva do Corpo de Bombeiros, todos os órgãos ambientais do governo atuam em parceria e têm suas responsabilidades. O período é acompanhado pela Defesa Civil (DCAC), Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semeia), Instituto de Meio Ambiente (Imac), Secretaria de Estado da Saúde (Sesacre), Pelotão Ambiental, Exército e Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).

Vale lembrar que queimada urbana ou rural é crime previsto no artigo 34 da Lei de Contravenções, e qualquer pessoa que provocar incêndio, expondo a perigo a vida, a integridade física ou o patrimônio de outras pessoas, possibilidade de reclusão de três a seis anos, e multa, mesmo a simples prática de queimar folhas em terrenos.

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