Os completos 100 dias da gestão do engenheiro civil Gladson de Lima Cameli (Progressistas) à frente do Palácio Rio Branco estiveram entre os principais temas em debate no plenário da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) nesta quarta-feira, 10.

O período foi avaliado tanto pela oposição autêntica quanto por aquela que ficou conhecida como “oposição genérica”, formada por deputados de partidos da base do governo, mas que adotam uma postura mais hostil.

Para os parlamentares da oposição original – formada pelo PCdoB e PT – estes pouco mais de três meses ainda são prematuros para se fazer um julgamento da administração Cameli, que assumiu após 20 anos de governos petistas no Acre.

Na avaliação deles, os 100 dias são curtos para uma análise mais crítica, já que o progressista assumiu o estado num momento de dificuldades financeiras por que passa o estado e todo o país.

Para o líder do PCdoB, Edvaldo Magalhães, seriam necessários ao menos mais 100 dias para se ter um diagnóstico claro do que é e do que pode vir a ser a gestão Gladson Cameli. A mesma opinião tem o líder do PT, Daniel Zen, que considera ser cedo emitir opiniões mais contundentes.

Para estes oposicionistas, o governo enfrenta muito mais problemas por conta de estar mal assessorado, do que pela atuação dos adversários. Este mal assessoramento – do ponto de vista jurídico e político – tem sido constantemente levantado pelos opositores, que, por conta disso, preferem não colocar Gladson no calvário.

As críticas mais duras, por sinal, saem de parlamentares da base de Gladson Cameli que se definem como independentes. Nesta quarta, como exemplo, o discurso mais duro contra o governo não partiu de petistas ou pecebistas, mas do emedebista Roberto Duarte.

Ele apontou o fato de o Palácio Rio Branco não ter tido nenhum grande feito neste período, e que todas as obras inauguradas até o momento foram iniciadas ainda na gestão de Tião Viana (PT). Essa mesma questão também foi levantada por Daniel Zen.

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