‘Operação Fúria’, da PF, pretende desarticular organização criminosa.
Cinco mandados de prisão foram cumprido e três de busca e apreensão.

G1

Uma advogada de Rio Branco foi presa preventivamente durante a Operação Fúria,  da Polícia Federal, deflagrada na quinta-feira (11), com o objetivo de desarticular uma organização criminosa responsável pelo tráfico de drogas no Acre. De acordo com a PF, a jurista era uma espécie de informante que fazia parte da quadrilha.

Ao G1, a Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Acre (OAB-AC)  informou que estava ciente da prisão, mas não se pronunciará sobre o assunto.

A operação cumpriu oito mandados judiciais, destes, cinco eram de prisão preventiva e três de busca e apreensão nas cidades de Rio Branco e Plácido de Castro. A investigação iniciou após um flagrante de 10 quilos de cocaína no Bujari, distante 188 quilômetros da capital, e também de 390 quilos de maconha em Mato Grosso do Sul e durou cerca de cinco meses.

Prisões de advogados
No Acre, desde outubro deste ano, ao menos quatro advogados foram presos pela polícia. Dois deles estão envolvidos em suspeitas de corrupção e outros dois por desacato. A primeira prisão foi de Joelmir Santos, preso preventivamente no dia 8 de outubro, suspeito de ganhar causas, principalmente na Justiça de Trabalho, e não repassar o dinheiro aos seus clientes.

No dia 10 do mesmo mês, o presidente da Caixa de Assistência dos Advogados do Acre (CAAAC), João Augusto Freitas, também foi preso preventivamente pela Polícia Federal, suspeito de fraude em documentos públicos visando saque de determinadas quantias depositadas judicialmente.

O advogado Raimundo Ildefonso de Almeida, de 49 anos, foi preso no dia 15 de outubro, suspeito de desacato. O advogado foi liberado após prestar depoimento e promete ingressar com ação judicial contra os policiais da Companhia de Operações Especiais (COE).

O advogado Sérgio Farias foi preso em flagrante, no dia 30 de outubro, por suspeita de tentar subornar o delegado titular de Manoel Urbano, Rêmulo Diniz. O advogado estava na cidade para participar de um depoimento sobre a invasão na fazenda de um cliente, que estava com ele na delegacia. Tanto o advogado, como seu cliente receberam voz de prisão.

Sobre todos os casos de prisão de advogados, registrados em outubro, a Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Acre (OAB-AC) se pronunciou no dia 31 do mês, afirmando que todas as medidas com relação às prisões estão sendo tomadas pelo Tribunal de Ética da OAB-AC e que o órgão está esperando a decisão do processo penal ser concluído para depois definir sobre o futuro dos profissionais.

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