O 2º Batalhão da PM, responsável pelo Segundo Distrito, foi a unidade que fez a maior quantidade de apreensões; foram 60 armas. (Foto: Assessoria PMAC)
O 2º Batalhão da PM, responsável pelo Segundo Distrito, foi a unidade que fez a maior quantidade de apreensões; foram 60 armas. (Foto: Assessoria PMAC)

Andrey Santana

Entre os meses de janeiro e junho deste ano, a Polícia Militar do Estado do Acre (Pmac) apreendeu 371 armas de fogo em todos os municípios. O balanço foi divulgado nesta quinta-feira, 16, pelo Núcleo e Análise Criminal.

Revólveres, pistolas, escopetas e até submetralhadoras compõem a relação. Os números fazem parte do planejamento de combate aos ativos criminais e metas da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).

Segundo o secretário de Segurança Pública, Emylson Farias, essas armas de fogo retiradas de circulação pela PM impactaram na redução dos crimes contra a vida. Entre janeiro e junho de 2015, sete cidades do Acre não registraram nenhum homicídio, o que demonstra a sintonia da corporação com a proposta da Sesp.

“Se a gente comparar ao ano passado, essa quantidade, nesse primeiro semestre, já superou a quantidade apreendida durante todo o ano de 2014. É claro que isso reduz os homicídios e latrocínios. Não por acaso, nesses primeiros seis meses, houve uma redução em 64% nos casos de latrocínios. Armas de fogo, munições e drogas, são três ativos criminais importantes que devemos sempre tirar de circulação”, disse Farias.

Outro dado importante, já divulgado anteriormente, é que na capital foi registrada uma redução em 22,7% nos índices de homicídios em comparação com o mesmo semestre de 2014.

“Desde 2011, houve uma clara mudança no perfil dos crimes contra a vida. Pessoas que praticavam esse tipo de crime com a arma branca passaram a utilizar a arma de fogo. Isso apontou pra gente a criação de uma Câmara Temática para tratar simplesmente a circulação de armas de fogo”, frisou o secretário.

Força-tarefa para combater a circulação de armas de fogo

Recentemente, a Sesp propôs a criação de uma Câmara Temática de Combate à Circulação de Armas de Fogo e Munições. A ação visa articular junto às polícias Federal (PF), Rodoviária Federal (PRF) e Exército Brasileiro, além das polícias Militar e Civil, estratégias e planejamento para melhor combater a circulação desses ativos criminais.

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