Momento em que policial toma equipamento de jornalista – – Foto/captura

O jornalista Almir Andrade, correspondente da TV Gazeta na região do Alto Acre, foi impedido de trabalhar na manhã desta quinta-feira (13) na cobertura da Operação Hefesto que combate suposto esquema de corrupção envolvendo fraudes em contratos públicos conduzidos pela Assembleia Legislativa do Estado do Acre.

“Eu estava trabalhando. Fui cedo, informado por uma fonte, de que a Polícia Federal estava conduzindo coercitivamente um candidato á sede da PF. Estava trabalhando normalmente, registrando a ação de agentes públicos. Isso sem contar que eu estava em via pública. Nem na casa da pessoa conduzida eu entrei”, indigna-se o jornalista.

Operação aconteceu onde os agentes federais foram atender uma denuncia de suposto crime eleitoral – Foto/captura

Os policiais primeiro tentaram advertir o jornalista, assim que chegou às imediações da casa do candidato abordado pela PF. O jornalista continuou registrando. O repórter ainda se identificou quando foi advertido pelo policial. “Eu sou jornalista”, explicou Almir Andrade na tentativa de fazer com que o policial entendesse que ali estava um profisisonal da comunicação. Não adiantou. Nesse instante, um dos agentes pega o material das mãos do repórter. “Eles tomaram meu material e tentaram apagar as imagens”, revolta-se. “Mas, não conseguiram”.

O Sindicato dos Jornalistas do Acre deve acionar a Corregedoria da Polícia Federal do Acre para que a instituição de explique a respeito do impedimento do trabalho do repórter durante a cobertura da operação policial.

VEJA VÍDEO FEITO PELO JORNALISTA ATÉ O MOMENTO EM QUE UM AGENTE TOMA O EQUIPAMENTO E DEPOIS TENTA APAGAR AS IMAGENS.

Por  ITAAN ARRUDA - agazeta.net

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