Maria Lucicléia segue internada. O quadro clínico dela é grave.

Maria Lucicléia Nery de Lima, 35, foi vítima de tentativa de homicídio pelo próprio namorado, José Marcelândio Nogueira da Silva, 28. O policial militar, armado com uma faca, desferiu contra a professora aproximadamente 20 facadas. O crime aconteceu na noite de terça-feira (22), na casa da professora no Bairro Arthur Maia, em Cruzeiro do Sul.

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Maria foi atingida por cerca de 20 facadas desferidas pelo marido que entrou para a corporação em 2009, em 2011 foi detectado portador da doença/Foto: Juruá Online

Segundo informações, Maria Lucicléia preparava o jantar quando foi surpreendida pelo namorado enfurecido. A faca utilizada no crime quebrou em duas partes durante a agressão. O filho da vítima, de apenas oito anos de idade, presenciou a violência.

Após o crime o policial militar fugiu na moto da namorada. A professora foi socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – SAMU e levada ao Pronto Socorro.

Segundo o diretor técnico do Hospital do Juruá, Marcos Roberto de Melo Lima, a paciente chegou a unidade às 8h30min da noite e apresentava cortes na região da face, pescoço, tórax, membros inferiores e superiores.

“Uma das perfurações atingiu o pulmão. Foi preciso realizar a drenagem de tórax para retirar mais de um litro de sangue no pulmão dela. Ela teve sorte, se o corte na região do pescoço fosse um pouco mais profundo, provavelmente ela não teria chegado com vida ao hospital”, explicou.

Maria Lucicléia segue internada. O quadro clínico dela é grave, mas estável.

O comandante da Polícia Militar, cel Alves, disse em entrevista que o policial militar acusado da agressão tem problemas mentais. Segundo ele, o profissional possui laudo médico que atesta os distúrbios.

Local onde aconteceu ficou cheiro de sangue
Local onde aconteceu ficou cheiro de sangue

“Assim que notamos alteração no comportamento do policial em 2011, enviamos ele a Rio Branco para acompanhamento psicológico e psiquiátrico. Os médicos atestaram que o rapaz sofria de Transtorno Afetivo Bipolar. Desde então, ele não trabalha mais armado. Atualmente atuava na seção de saúde para evitar transtornos desse tipo”, esclareceu o cel. Alves.

Marizan Nogueira, irmão do acusado, confirmou que o policial sofre de Transtorno Afetivo Bipolar. O portador da doença se caracteriza por apresentar dupla personalidade. Segundo informações, o rapaz estava sem tomar a medicação há quatro dias.

“Não foi um crime passional, foi um surto psicótico que ele teve”, defendeu o irmão.

O policial entrou para a corporação em 2009, em 2011 foi detectado portador da doença. Atualmente cursava o 8° período do curso de Biologia na Universidade Federal do Acre – Campus Floresta.

Fonte: Juruaonline

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