Familiares mostram o remédio abortivo comprado no lado boliviano para ajudar a tirar o feto morto da paciente.

Um caso foi denunciado na manhã desta terça-feira, dia 24, no hospital de Brasiléia, pelos familiares da paciente L. C. L, de 25 anos, que estava com o feto morto dentro de sua barriga desde o último sábado, dia 21.

A causa da morte não foi dita pelo esposo, R.R.C, de 38 anos, que teria seu primeiro filho neste final de semana. Segundo ele, o hospital estaria tentando realizar o parto normal, na tentativa de expelir o feto do útero.

Segundo foi dito a ele, a sua esposa poderia ficar até 14 dias com a criança em sua barriga e que existe protocolos a serem seguidos pelos médicos em qualquer local do Brasil. A preocupação do esposo, seria pela saúde e vida de sua mulher.

Diante de toda agonia da família, foi autorizado para que fosse comprado um remédio abortivo no lado boliviano, já que não existe no hospital. O pai do esposo, encontrou em Cobija/Bolívia, quatro pílulas de Cytotec (Misoprostol) de 200mlg, para ajudar na retirada do feto.

Em tempo, esse é mais um dos problemas existentes no hospital de Brasiléia, que vem sendo desassistido aos poucos pelo governo do Acre. Apesar de várias denuncias pelo MP/AC e penalidades aplicadas pelo Judiciário, quase nada foi feito por parte da Secretaria Estadual de Saúde – Sesacre.

Em conversa com um dos funcionários que pediu para não ser identificado, disse que; “cada dia tá pior. Essa situação está sendo nossa realidade aqui no hospital e está nos desestimulando a vir trabalhar”. Desabafou.

 

 

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