Os recursos do FPM dos municípios acreanos sofreram uma redução de quase 30 por cento nos meses de janeiro e fevereiro deste ano, em comparação com o mesmo período de 2014. Todos os repasses e transferências obrigatórias, como SUS e Fundeb estão atrasados e isso pressiona as prefeituras. Essas foram algumas das principais lamentações dos prefeitos reunidos na sexta-feira com a bancada federal do Acre.

Os prefeitos reclamam que depois de passado o pico de enchente, as verbas e repasses desapareceram e as dificuldades aumentaram. Segundo levantamento apresentado pelo coordenador da bancada, deputado Raimundo Angelim (PT), vieram para o Acre R$ 20 milhões durante o período de chuvas, para os nove municípios atingidos, sendo R$ 4 milhões em matéria, R$ 9 milhões para a capital e R$ 7 milhões para o interior.

O coordenador da bancada disse que as prefeituras precisam montar um corpo técnico para elaborar projetos de maior qualidade para obter recursos, pois a tendência é que as transferências obrigatórias continuem em trajetória de queda. Por isso, a importância de buscar novas fontes de financiamento.

O presidente da AMAC e prefeito da capital, Marcus Alexandre, disse que a entidade recebeu verba do Calha Norte para adquirir dois veículos, um para a capital e outro para Brasília, que estarão á disposição dos prefeitos.

Um tema especialmente debatido foi o dos aterros sanitários. O MP prepara processo contra as prefeituras que ainda não implantaram efetivamente seus aterros, como determina a lei.

A Tribuna

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