No interior, situação pode ficar ainda mais delicada

AMAC-ACRE

A AMAC – associação dos municípios do Acre busca informações junto ao ministério da Saúde, sobre a possível saída dos médicos cubanos do Estado. O Contrato com esses profissionais termina no próximo mês de agosto, e se o Brasil não buscar novos convênios o Acre pode perder 130 médicos que atendem na capital e no interior.

Os profissionais cubanos contratados pelo programa Mais Médicos trabalham onde os médicos brasileiros não querem ir. Nos municípios isolados do Acre, a presença desses médicos tem garantido a atenção básica de Saúde.

Em Manoel Urbano, existem apenas dois médicos atendendo: são cubanos que foram contratados pelo programa do Governo Federal. Em Feijó, quando eles saíram de férias, a cidade ficou sem o atendimento nos postos.

Dos 22 municípios do Estado, apenas Senador Guiomard e Jordão não aderiram ao programa. No dia em que visitamos essas cidades, os postos estavam vazios porque os médicos tinham faltado.

Agora surge um problema mais grave: o governo de Cuba está chamando de volta esses profissionais. O contrato de 3 anos com o governo brasileiro chegou ao fim. Os médicos ficam até o mês de novembro por causa das Olimpíadas e das eleições. Depois dessas datas, dependem de um novo acordo entre os dois países.

O presidente da Amac, Carlos Portela, prefeito de Porto Acre, já começa a pensar no prejuízo dos moradores com a saída dos médicos cubanos. De acordo com os dados da Associação, o programa Mais Médicos garante a cobertura de 85% da atenção básica à Saúde e a maioria desses profissionais é de nacionalidade cubana.

Atualmente, são 164 médicos do programa em todo Acre, 57 deles estão em Rio Branco o restante no interior do Estado. “Até agora, o Ministério da Saúde ainda não se pronunciou oficialmente sobre os profissionais. O governo brasileiro precisa assinar novo convênio. Não pode é deixar as cidades pobres como as da região Norte sem assistência médica”, reclamou.

Por Adaílson Oliveira

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