A criação do Plano Municipal de Educação é uma oportunidade para comprometer gestores e comunidades com as políticas para a área, além de ser uma exigência do novo PNE.

Depois da realização de mini conferências para a elaboração do Plano Municipal de Educação (PME), a prefeitura municipal de Brasiléia através da secretaria municipal de educação realizou dia (11), audiência pública para apresentar o material elaborado e debater os pontos fundamentais do PME para traçar um plano que consiste em estabelecer objetivos e enumerar as ações necessárias para alcançá-los. O Plano Municipal de Educação (PME) é, basicamente, isso: definir metas a serem atingidas num prazo de 10 anos e descrever as estratégias que serão usadas para chegar ao objetivos finais.

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PME é muito mais do que uma declaração de intenções. Sua importância não reside apenas em garantir um direito fundamental pelo qual os municípios têm grande responsabilidade. A construção coletiva do PME e a sua implementação têm o potencial de mudar a forma como os gestores e a comunidade lidam com as políticas educacionais.

A criação ou revisão dos PMEs está prevista pela Lei 13.005/2014, que estabeleceu o novo Plano Nacional de Educação (PNE). No entanto, desde 2001, quando entrou em vigor no país o primeiro PNE, estados, municípios e o Distrito Federal já tinham a obrigação de criar as suas versões locais das metas e estratégias.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no entanto, apenas 38% dos estados e 66% dos municípios contavam com planos em 2011. Ou seja: um terço das cidades brasileiras precisa iniciar o processo de construção do seu primeiro PME. Como as demais devem rever metas e estratégias à luz das diretrizes estabelecidas pelo novo plano nacional.

A secretária municipal de Educação de Brasiléia, Goreth Bibiano, salientou que o Plano Municipal de Educação é o instrumento mais importante da política educacional e um momento propício para a discussão sobre essas prioridades no município de Brasiléia e com a participação de todos.

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Disse mais, “O papel dos PMEs é planejar as políticas públicas para a área a longo prazo e, com isso, contribuir para a efetivação do acesso à educação, como também o plano municipal que é um instrumento de cidadania, de garantia de direitos das crianças, adolescentes e jovens e, ao mesmo tempo, é uma diretriz que faz com que as políticas não sejam cindidas à medida que as gestões vão mudando, o que infelizmente é uma situação muito comum no Brasil”, falou Gorete Bibiano.

Gorete Bibiano ainda ressalta que o PME permite uma inversão na lógica comumente adotada nas políticas públicas: não são os planos de governo que definem os planos para a educação, mas sim os planos de educação que passam a servir base para a elaboração dos planos de governo.

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Já a Presidente do Conselho de Educação Leda Santiago, reforça o coro. “Pensar nessa idéia de continuidade das políticas, de permanência, de ter o planejamento sempre a partir de um diagnóstico participativo é, na verdade, a grande alavanca que a gente precisa para que se consiga, cada vez mais, melhorar a aprendizagem das nossas crianças, adolescentes e jovens”, comenta a presidente.

Foram convidados para esta Audiência profissionais da educação, Poder Legislativo, Sindicato dos Servidores Municipais de Brasiléia, Comissão de Gestão do Magistério, Conselho Municipal de Educação, alunos do Ensino Médio, representantes de pais de alunos e representantes da Sociedade Civil.

“O plano é um desafio, é um movimento grande, que exige preparo e planejamento”, sublinha Everaldo Gomes, prefeito de Brasiléia. salientando mais “Por isso, torna-se essencial a formação dos gestores e das equipes das secretarias, além do fortalecimento das instâncias participativas, como os Conselhos ou Fóruns Municipais de Educação”.

Disse mais. “Da mesma forma, todos os setores representativos da sociedade que estão presente, se citam contemplados em suas especificidades e desejamos que toda a sociedade se sintam contemplados em Brasiléia. A participação da comunidade é importante não só para a construção do plano, mas também para a efetivação e implementação das metas e depois o seu monitoramento”, salientou o prefeito.

As ações planejadas e as diretrizes do PME foram capazes de definir políticas públicas, que possibilitarão constituir uma educação de qualidade no município de Brasiléia.

As instruções ou indicações para se levaram o termo do Plano Municipal de Educação – Brasiléia/Acre, e os temas abordados para a construção do PME foram elas:

– Erradicação do analfabetismo;

– Universalização do atendimento escolar;

– Superação das desigualdades educacional , com ênfase na promoção da igualdade racial, regional, de gêneros e de orientação sexual;

– Melhoria da qualidade da educação;

– Formação para trabalho e para a cidadania;

– Promoção do princípio da gestão democrática da educação pública;

– Promoção humanística, cientifica, cultural e tecnológica do país;

– Estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em educação como proporção de produto interno bruto, que assegura atendimento às necessidades de expansão, com padrão de qualidade e equidade;

– Valorização dos (as) profissionais da profissionais da educação;

– Promoção dos princípios do respeito aos direitos humanos, à diversidade e à sustentabilidade socioambiental.

A criação do Plano Municipal de Educação está cumprindo o artigo 214 da Constituição Federal, LEI 13.005/2014, que determina aos municípios a construção de seus Planos de Educação e da realização de audiência publica para dar ciência ao documento base. 


 

Matéria de Marcus José – oaltoacre/2015

 

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