Dois acidentes ocorridos na Estrada da Borracha (Rodovia AC-485), na última segunda-feira resultaram em reclamações contra o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e o hospital Epaminondas Jácome, de Xapuri. As queixas se deram por conta da demora para que os pacientes em estado mais grave fossem transferidos para Rio Branco. Algumas pessoas telefonaram para a emissora de rádio local e outras se manifestaram pelas redes sociais protestando contra a situação.

“Aqui em Xapuri tem 5 pessoas acidentadas e a ambulância não quer levar os pacientes para a capital, um dos acidentes aconteceu de manhã. Tem 2 com a clavícula quebrada”, disse uma internauta.

A médica Deinviane Medeiros, plantonista daquele dia no hospital de Xapuri, respondeu que a equipe da unidade de saúde não possui autonomia para determinar o deslocamento de uma viatura do Samu para a transferência de pacientes. Segundo ela, apenas a base do Samu em Rio Branco, com base nas informações repassadas pela equipe que está prestando o atendimento, pode determinar se um paciente apresenta necessidade para ser transportado pelo serviço. Ela explicou sobre o atendimento que foi prestado às vítimas que deram entrada no hospital.

“A respeito das vítimas que esperavam transferência, apenas duas estavam reguladas pelo Samu e foram transferidas assim que possível, pois a viatura tinha se deslocado com outra paciente. Outras que apresentavam melhor condição ficaram em observação e foram encaminhadas de manhã. Outras receberam encaminhamento para se dirigirem a Rio Branco por conta própria porque o Samu é apenas para emergência. É necessário que as pessoas entendam que existe um protocolo a ser obedecido e que o Samu não é táxi, mas um serviço para socorrer e transportar pessoas em risco de morte”, afirmou.

O município de Xapuri dispõe de apenas uma unidade do Samu para atender os casos de urgência e emergência na cidade e fazer o transporte intermunicipal de pacientes em perigo de vida.

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