O deputado federal Major Rocha (PSDB) protocolou na tarde desta sexta-feira (23), junto a Polícia Federal (PF) e ao Ministério Público Federal (MPF), uma representação que solicita a abertura de um inquérito para investigar as declarações de Leonildo Rosas (porta-voz do governado do Acre, Sebastião Viana, do PT) que de acordo com a denúncia,  teria feito ilações em redes sociais, que Rocha, que é pré-candidato a vice-governador poderia tentar contra a vida do pré-candidato ao governo do Acre, Gladson Cameli (Progressistas) para assumir a cadeira de chefe do executivo, caso eles ganhem a eleição.

A representação foi recebida pela superintendente da PF no Acre, delegada Diana Calazans Mann, que designou um delegado para apurar a denúncias relatada pelo deputado federal Major Rocha. O parlamentar solicitou ainda proteção para Gladson Cameli, medida que deverá ser estudada pela Polícia Federal. Rocha destaca que providencias são necessárias para evitar o que ele classifica como “jogo rasteiro” durante o desenrola da pré-campanha e no período eleitoral. O tucano alega ainda que um dos objetivos de Leonildo Rosas, seria ofendê-lo e desqualificá-lo, “inclusive em tom de ameaça, caluniou e injuriou”, diz Rocha.

Segundo a representação protocolada pelos advogados de Major Rocha, o post de Rosas, primeiramente insinua que Rocha se utilizou de um ‘golpe de capoeira’ para ser indicado a vice, quando foi anunciado como o vice na chapa de Gladson Cameli, além de fazer referência ao caso do assassinato do ex-governador Edmundo Pinto, ocorrido em 1992, em um hotel de luxo na cidade de São Paulo, se utilizando deste cenário para propor a ideia de que o Rocha “teria capacidade e até mesmo intenções de repetir a história de um governador assassinado, para que o mesmo como vice pudesse assumir ao poder”, ressalta o documento.

Em outro trecho da representação, os advogados do líder tucano destacam que Rosas insinua “que na época Romildo Magalhães pudesse ter feito tal ato, propõem ainda que de forma dissimulada que o Representante poderia estar arquitetando o mesmo para assumir como governador, tudo de forma completamente descabida, afetando a honra e a imagem pública do Representante de maneira totalmente dolosa e irresponsável”. O deputado Rocha destaca que é preciso que seja feita uma minuciosa investigação, “já que o porta-voz do governador pode ter acesso a informações que nós não temos”.

Nesta sexta-feira, após tomar conhecimento da representação que Rocha estaria protocolando, Leonildo Rosas voltou a usar o Facebook para fazer uma tipo de defesa prévia das acusações de Major Rocha.

Abaixo, a íntegra do novo post do porta-voz do governador:

Fui informado que o destemperado Rocha irá à Polícia Federal criar factoide. Disse que atingi à sua honra e à do ex-governador Romildo Magalhães.  O deputado também afirmou que irá pedir medidas protetivas ao senador Gladson Cameli, como se isso fosse necessário.

Essas coisas são de torturar qualquer um.

Quem atacou ao Romildo Magalhães foi o próprio tucano. Basta ver a entrevista que ele deu a um site local.
Eu disse que não queremos mais um Acre com salários atrasados e com governador assassinado para vice assumir.

Bom que se diga que o resultado da eleição só será conhecido em outubro. O atual governador, Tião Viana, confia plenamente na sua vice, Nazaré Araujo.

Nunca foi afirmado que o ex-governador estava envolvido nisso, haja vista que a polícia paulista chegou aos autores do crime. Quanto à medida protetiva, não é de mim ou das pessoas que conheço que o senador tem que se proteger. O Acre inteiro sabe que a índole violenta não está conosco. Somos do bem e não usamos de medidas espúrias para atender atingir objetivos.

Que venha a denúncia. Quem não deve, não teme.

O deputado poderia pedir, também, que os competentes policiais federais retomassem as investigações sobre o caso Luziene Queiroz, que ocorreu em Sena Madureira.

Ah: peço que deem o mesmo espaço que darão ao tucano, caso essa denúncia estapafúrdias, ridícula e politiqueira seja feita.

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