Rompido com a FPA, Henrique Afonso lança sua pré-candidatura ao governo do Estado

A FPA era um projeto que tinha um grande respeito, mas caiu na mesmice, de ter o poder pelo poder”, disse Shirley Torres. Na presença de líderes de diversos partidos da oposição, os dirigentes do Partido Verde (PV) lançaram a candidatura de Henrique Afonso ao...

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A FPA era um projeto que tinha um grande respeito, mas caiu na mesmice, de ter o poder pelo poder”, disse Shirley Torres.

Na presença de líderes de diversos partidos da oposição, os dirigentes do Partido Verde (PV) lançaram a candidatura de Henrique Afonso ao governo do Acre.

Dando claros sinais de que a sigla vive um novo tempo e desenha uma nova conjuntura política, Henrique Afonso e a presidente regional do PV, Shirley Torres, dividiram a mesa de honra com lideranças como o deputado federal Gladson Cameli (PP), José Bestene (PP) e Tião Bocalom (DEM).

“O que está posto aí não é democracia”, afirmou Henrique Afonso/Foto: Selmo Melo/Agência ContilNet
“O que está posto aí não é democracia”, afirmou Henrique Afonso/Foto: Selmo Melo/Agência ContilNet

Para Henrique Afonso, o novo momento representa uma atitude democrática do partido. “O que está posto aí não é democracia”, afirmou.

Para o suplente de vereador Francineudo Costa, uma das lideranças jovens do PV, o partido ganha um novo fôlego ao romper com o projeto petista. Ele criticou a aliança que era mantida com o PT estadual. “Nós estávamos num casulo, na Frente Popular do Acre (FPA)”, declarou.

Para o pré-candidato ao Senado, deputado federal Gladson Cameli (PP), a saída do PV da FPA representa uma fase que pode significar uma alternativa para governar o Acre.

“Nós podemos acertar juntos e começarmos uma alternância de poder. Hoje nós estamos começando um novo momento para o Acre. O PV tomou uma decisão histórica e tem chances de governar o Acre”, declarou.

Para a presidente regional do PV, Shirley Torres, o momento é de buscar novas alianças.

“A FPA era um projeto que tinha um grande respeito, mas caiu na mesmice, de ter o poder pelo poder. Demos bastante chance de continuar, diante da possibilidade que o PV poderia estar na alternância de poder, mas não aconteceu. Nós estamos buscando novas alianças, sim”, disse.

O pré-candidato ao governo do Acre, Bocalom, afirmou que o que une o DEM, partido dele, e o PV é o desejo por mudança.

“O IDH do Acre é o mesmo de 20 anos atrás. Precisamos fazer mudanças. Nós estamos contentes porque o PV deixou a FPA. Chegou a hora. O povo acha que chegou a hora. O poder sempre nas mãos de alguns, os faz sentir reis”, declarou.

Henrique Afonso afirmou que o PV quebrará paradigmas e criticou o desejo de alguns partidos de se manter eternamente no poder.

“Eu vou respeitar a posição de cada um aqui. O Brasil precisa de políticas públicas e não de perpetuação no poder. O PV não tem intenção de se perpetuar no poder. Queremos mudar a relação com os poderes. Que cada um assuma seu papel na sociedade”, afirmou.

 

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