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Rússia lança novo ataque a cidades do Leste da Ucrânia

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País concentra ataque na região industrial de Donbas

Forças russas lançaram ofensivas contra cidades no leste da Ucrânia nesta quarta-feira (25), com constantes bombardeios de mísseis, destruindo várias casas e matando civis, disseram autoridades ucranianas, no momento em que a Rússia concentra seu ataque na região industrial de Donbas.

Depois de não conseguir tomar Kiev ou a segunda cidade da Ucrânia, Kharkiv, a Rússia está tentando tomar o restante das duas províncias de Donbas reivindicadas pelos separatistas pró-Rússia, Donetsk e Luhansk, e prender as forças ucranianas em um bolsão na principal frente oriental.

Na parte mais ao leste do bolsão de Donbas controlada pela Ucrânia, a cidade de Sievierodonetsk, na margem leste do Rio Siverskiy Donets, e sua gêmea Lysychansk, na margem oeste, tornaram-se um campo de batalha crucial. As forças russas avançavam de três direções para cercá-las.

O gabinete do presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, disse que os russos lançaram hoje ofensiva em Sievierodonetsk, e a cidade estava sob fogo constante de morteiros.

O governador regional de Luhansk, Serhiy Gaidai, afirmou que seis civis foram mortos e pelo menos oito ficaram feridos, a maioria perto de abrigos antiaéreos, em Sievierodonetsk.

“No momento, com o apoio da artilharia, os ocupantes russos estão atacando Sievierodonetsk”, disse Gaidai.

Os militares da Ucrânia disseram que repeliram nove ataques russos na terça-feira em Donbas, onde as tropas de Moscou mataram pelo menos 14 civis, usando aeronaves, lançadores de foguetes, artilharia, tanques, morteiros e mísseis.

A Reuters não pôde verificar imediatamente as informações sobre os combates.

Na cidade de Sloviansk, a oeste de Donbas, muitos moradores aproveitaram o que a Ucrânia disse ser uma pausa no ataque russo para sair. “Minha casa foi bombardeada, não tenho nada”, disse Vera Safronova, sentada em um vagão de trem entre os retirados do local.

Junto com a região de Donbas, Moscou também tem como alvo o Sul da Ucrânia e bloqueou navios que normalmente exportariam grãos ucranianos e óleo de girassol através do Mar Negro, elevando os preços globalmente e ameaçando vidas.

“Não pode ser do interesse da Rússia que, por causa da Rússia, as pessoas estejam morrendo de fome no exterior”, disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, à Reuters na terça-feira no Fórum Econômico Mundial em Davos, pedindo um diálogo.

A Rússia, que culpa a Ucrânia e o Ocidente pela crise alimentar, disse estar pronta para fornecer um corredor humanitário para navios que transportam alimentos para deixar a Ucrânia, mas afirmou que as sanções ocidentais precisariam ser suspensas em troca.

 

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Brasil tem 106 casos de varíola dos macacos confirmados

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Maioria dos casos foi registrada em São Paulo

 Por Camila Maciel

O Brasil tem 106 casos confirmados de varíola dos macacos (Monkeypox), segundo levantamento do Ministério da Saúde. A maioria (75) foi registrada em São Paulo. Em seguida, está o Rio de Janeiro, com 20 casos. 

Em Minas Gerais, foram três casos da doença. No Ceará, no Paraná e no Rio de Grande do Sul foram dois registros em cada estado. Há também confirmação de infecção pelo vírus no Distrito Federal e no Rio Grande do Norte, com um caso cada.

O órgão destacou que segue em articulação direta com os estados para monitoramento dos casos e rastreamento dos contatos dos pacientes. Isso é feito por meio da Sala de Situação e Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS Nacional).

O vírus

A varíola causada pelo vírus hMPXV (Human Monkeypox Virus, na sigla em inglês) causa uma doença mais branda do que a varíola smallpox, que foi erradicada na década de 1980.

Trata-se de uma doença viral rara transmitida pelo contato próximo com uma pessoa infectada e com lesões de pele. O contato pode ser por abraço, beijo, massagens ou relações sexuais. A doença também é transmitida por secreções respiratórias e pelo contato com objetos, tecidos (roupas, roupas de cama ou toalhas) e superfícies utilizadas pelo doente.

Não há tratamento específico, mas os quadros clínicos costumam ser leves, sendo necessários o cuidado e a observação das lesões. O maior risco de agravamento acontece, em geral, para pessoas imunossuprimidas com HIV/AIDS, leucemia, linfoma, metástase, transplantados, pessoas com doenças autoimunes, gestantes, lactantes e crianças com menos de 8 anos.

Os primeiros sintomas podem ser febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, linfonodos inchados, calafrios ou cansaço. De um a três dias após o início dos sintomas, as pessoas desenvolvem lesões de pele, geralmente na boca, pés, peito, rosto e ou regiões genitais.

Para a prevenção, deve-se evitar o contato próximo com a pessoa doente até que todas as feridas tenham cicatrizado, assim como com qualquer material que tenha sido usado pelo infectado. Também é importante a higienização das mãos, lavando-as com água e sabão ou utilizando álcool gel.

Edição: Fábio Massalli

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Rússia diz que Griner pode recorrer ou pedir clemência após prisão

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Bicampeã olímpica pelos EUA foi detida em fevereiro em Moscou

Por Reuters – Londres (Inglaterra)

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse nesta quarta-feira (6) que a jogadora de basquete norte-americana Brittney Griner, que foi detida na Rússia por acusações de porte de drogas, pode recorrer de sua sentença ou pedir clemência assim que o veredicto for proferido.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo, Alexei Zaitsev, afirmou em um briefing: “O tribunal tem que primeiro dar seu veredicto, mas ninguém está impedindo Brittney Griner de usar o procedimento de apelação e também pedir clemência”.

“Tentativas de apresentar o caso como se a mulher americana estivesse detida ilegalmente não resistem a críticas”, acrescentou.

Em maio, o Departamento de Estado dos EUA classificou Griner como “detida injustamente”.

Griner, que jogava por um clube de Yekaterinburgo durante o período de intertemporada, foi presa no aeroporto de Sheremetyevo, em Moscou, em 17 de fevereiro por acusações de porte de drogas que podem levar a até dez anos de prisão.

A autoridade russa disse que cartuchos de óleo de cannabis, que são ilegais na Rússia, foram encontrados na bagagem de Griner. O julgamento dela começou na última sexta-feira (1).

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Crescem em todo país os casos de síndrome respiratória aguda grave

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Análise é da Fundação Oswaldo Cruz

Por Vladimir Platonow

Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) está crescendo, tanto nas tendências de longo prazo – últimas seis semanas – quanto de curto prazo – últimas três semanas. O dado foi divulgado nesta quarta-feira (6) no Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Os sinais de crescimento aparecem em mais estados das regiões Norte e Nordeste, tendência que se iniciou mais tarde em relação aos estados do Sudeste, Sul e Centro-Oeste. Em contrapartida, alguns estados do Sudeste e Sul (Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo) mantêm sinais de possível interrupção no aumento do número de casos, com formação de platô no mês de junho.

“Essa situação ainda está sem sinais claros de inversão para queda. No Paraná e no Rio Grande do Sul, por exemplo, observa-se tendência de retomada do crescimento em crianças, indicando que o cenário ainda é instável e exige cautela”, explicou o pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe.

Dados referentes aos resultados laboratoriais por faixa etária seguem apontando para amplo predomínio do vírus Sars-CoV-2 (Covid-19), especialmente na população adulta. Nas crianças até 4 anos de idade, o aumento no número de casos de SRAG foi marcado por crescimento nos casos positivos para vírus sincicial respiratório (VSR) e leve subida nos casos de rinovírus e metapneumovírus. Nesse grupo, a presença de Sars-CoV-2 superou o volume de casos associados ao VSR nas últimas quatro semanas.

Embora não se destaque no dado nacional, o vírus influenza A (gripe) mantém sinal de crescimento em diversas faixas etárias no Rio Grande do Sul.

A análise indica que 20 das 27 unidades federativas apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a SE 26: Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina e Tocantins.

As demais unidades apresentam sinal de estabilidade ou queda na tendência de longo prazo.

Os dados completos podem ser acessados na página da Fiocruz na internet.

 

Edição: Fernando Fraga

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