No sábado, Tião Viana, esteve no abrigo para avaliar situação atual (Foto: Diego Gurgel/Secom)
No sábado, Tião Viana, esteve no abrigo para avaliar situação atual (Foto: Diego Gurgel/Secom)

Alexandre Lima

O governador do Acre, Sebastião Viana (PT), durante este final de semana, teria uma agenda com empresários criadores de porcos, numa comunidade localizada na zona rural de Epitaciolândia. Depois, iria se encontrar com comerciantes dos dois municípios onde iria debater assuntos sobre isenção de impostos, ruas e continuação das obras do rio Acre.

Durante a semana, representantes de secretarias do Governo, estiveram visitando os prefeitos dos dois municípios para convida-los a participar do evento junto ao governador, que por sua vez, agendaram e organizaram caravanas para fazer parte.

Horas antes do início, o prefeito de Brasiléia recebe um telefonema onde dizia que o evento não iria mais contar com a presença do Governador. Everaldo Gomes se encarregou de avisar os secretários e funcionários que iriam prestigiar o encontro.

Os representantes dos comerciantes na fronteira, até o último momento não acreditou que o Governador iria faltar ao encontro que tanto planejaram. Em suma, nem o Tião, nem os representantes dos bancos apareceram e deixaram cerca de 100 comerciantes ‘chupando dedo’, literalmente.

Mais tarde, ficou sabendo que o governador tanto veio ao evento na zona rural de Epitaciolândia e depois, foi visitar os imigrantes que estão lotando o único refúgio da américa latina em Brasiléia. Deixando a entender que, quem paga os impostos do Acre, pouco importa.

A indelicadeza feita pelo governador aos comerciantes de Brasileia que vem sofrendo desde 2012, quando perderam quase tudo com o maior alagamento da história do Município repercute de forma negativa e os levam a acreditar que, o que foi dito por alguns de seus secretários, “o Alto Acre é inimigo do governo”, é verdade.

Os assessores que fizeram o convite estão tentando de alguma forma, pedir desculpas pelo inconveniente e o mal estar causado aos prefeitos da fronteira.

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