Na Aleac, secretária de Saúde diz que medicamentos em falta vão ser repostos em 30 dias

Mônica está na Aleac á convite dos deputados/Foto: ContilNet
SAIMO MARTINS

“Iremos entregar as quatro Upas para o município. Não é eu, é a lei”

Por cerca de duas horas, a secretária de Saúde, médica Mônica Feres, foi duramente sabatinada na Comissão de Saúde do Poder Legislativo na manhã desta terça-feira, 9. Ela respondeu ponto a ponto a todos os questionamentos e denunciou que trabalha com apenas 20% dos servidores e que 80% estão fazendo corpo mole. “Os que não querem trabalhar serão dizimados”, declarou sendo contestada pelo deputado José Bestene (Progressista): “dizimados, secretária”?

Ela repetiu a ladainha de que o problema da Saúde não é dinheiro, mas gestão e que as medidas adotadas por ela vão ajudar a organizar todo o sistema. Sobre medicamentos, a secretária garantiu que a descentralização das licitações vai resolver o problema e negou a existência de “cartel”, mas denunciou “ corpo mole”.

Para ela, o principal gargalo do sistema continua na atenção básica de saúde, que é de responsabilidade da prefeitura. “Mais de 80% dos que procuram o Pronto Socorro devem ser atendidos em casa ou no postinho de saúde no bairro”. Sobre as UPAS, ela argumentou que serão municipalizadas como determina a legislação.

A secretária reafirmou que todas as medidas que está adotando na gestão são para solucionar a curto e médio prazo os graves problemas existentes no atendimento à população. “A vinda da secretária Mônica a Comissão foi muita proveitosa”, avaliou o líder do governo, deputado Luís Tchê (PDT), dizendo que será um marco no governo Gladson Cameli.

Presidente do CRM diz que médicos não culpa de gestões irresponsável 

A presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM), a médica Leuda Maria Davalos, disse que os médicos não são culpados dos problemas de gestões irresponsáveis que passaram pelo Estado. “O médico está na ponta do sistema, na linha de frente atendendo a população e sofre as consequências dos irresponsáveis que geriram a Saúde nos últimos anos”. Ela declarou que a classe médica apoia a nova gestão.

Secretária de Saúde diz que medicamentos em falta vão ser repostos em 30 dias

Na ocasião ela falou sobre a municipalização no sistema, medicamentos e escalas de funcionários. Segundo ela, hoje cerca de 80% dos atendimentos ambulatoriais são realizados no Pronto Socorro.

“A gente chegou a conclusão de que 80% desses atendimentos são feitos diretamente no PS. Isso está errado. São dados estatísticos, não sou eu que estou falando”, destacou alegando que, em breve, o PS só irá atender casos de urgência e emergência como prevê a lei.

Com relação à falta de medicamentos nas unidades de saúde, Mônica deu prazo para regularização do problema. “No máximo em 30 dias vamos estar repondo tudo que está faltando nos hospitais”, explicou.

Mônica voltou a ressaltar que a municipalização será feita de forma gradativa. “Iremos entregar as quatro Upas para o município. Vejam só, são apenas essas quatro, não é eu, é a lei. No entanto a gente vai ajudar na transição”, destacou.

Participaram da reunião os deputados Chico Viga (PHS), José Bestene e Gehlen Diniz (Progressistas), Edvaldo Magalhães e Jenilson Leite do PCdoB, Meire Serafim e Roberto Duarte Jr (MDB), Cadmiel Bomfim (PSDB( e Marcos Cavalcante (PTB).

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