Senador boliviano, opositor de Morales, queria vir para o Acre, onde está família, diz filha

Da redação, com Agência Brasil A filha do senador boliviano Roger Pinto Mollina, resgatado no último sábado da Embaixada do Brasil em La Paz, Denise Pinto, disse à agência de...

Da redação, com Agência Brasil

A filha do senador boliviano Roger Pinto Mollina, resgatado no último sábado da Embaixada do Brasil em La Paz, Denise Pinto, disse à agência de notícias BBC Mundo que seu pai desejava ser levado para Brasileia. É na cidade acreana onde sua família está refugiada.

Segundo informações repassadas por pessoas próximas ao senador, o policiamento realizado na região de fronteira foi reforçado. A casa onde mora a família de Molina teve aumentada a segurança, com rondas mais frequentes.

Uma das dúvidas é saber se Roger Pinto Molina vai morar no Acre ou em outro Estado. Por estar na fronteira com a Bolívia, o Acre poderia representar um risco para a segurança do político.

O ministro da Presidência da Bolívia [o equivalente à Casa Civil], Juan Ramón Quintana, disse hoje (26) que o senador Roger Pinto Molina deixou o país como um “criminoso comum”, já que tem ordem de prisão decretada e uma sentença condenatória de um ano por causar prejuízos econômicos ao Estado boliviano.

De acordo com Quintana, o governo brasileiro terá que explicar as circunstâncias de entrada do boliviano no país.

Molina, que liderou a oposição ao governo de Evo Morales, ficou quase 15 meses abrigado na Embaixada do Brasil em La Paz desde que pediu asilo político ao Brasil, alegando perseguição política.

O salvo-conduto era negado pelas autoridades bolivianas, que alegavam que o parlamentar responde a processos judiciais no país.

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