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Sindicato encontra extintores vencidos há 4 anos e cilindros de oxigênio com potencial risco de explosão em hospital de Xapuri

Irregularidades foram detectadas durante vistoria do Sindicato dos Médicos do Acre (Sindmed-AC) no Hospital de Xapuri. Direção afirmou que solicitou troca dos extintores à Sesacre e aguarda resposta.

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Equipe do Sindmed-AC encontrou diversas irregularidades durante visita ao hospital de Xapuri – Foto: Arquivo/Sindmed-AC

O Sindicato dos Médicos do Acre (Sindmed-AC) denunciará ao Corpo de Bombeiros e ao Ministério Público do Estado (MPE) o gestor do Hospital Epaminondas Jácome, em Xapuri, por permitir extintores vencidos desde 2017 e cilindros de oxigênio espalhados pelas enfermarias, potencializando risco de explosão. A situação foi flagrada na tarde de quinta-feira, 19, em uma visita de rotina.

No local, ainda foram constatadas falhas como infiltrações, mofo espalhado por todo o prédio e a deficiência na rede elétrica, como a falta de luz no pronto-socorro. A situação chamou a atenção dos representantes da entidade que temem uma catástrofe.

Segundo o diretor do Sindmed, Alberto Soares, o prédio é antigo e parece nunca ter passado por revitalização, mantendo a estrutura original desde a inauguração, em 1967. Assim, o temor é que possa existir alguma sobrecarga de energia, causando curto e um incêndio, o que resultaria em um desastre devido a falta de saídas de incêndio, extintores, luzes de emergência e possíveis explosões devido a existência de cilindros nas enfermarias.

“Para verificar todos os problemas, vamos solicitar aos Bombeiros uma vistoria e uma possível interdição do ambiente, além da responsabilização do gestor por manter todo o espaço sem a devida recuperação e adequação”, alegou o diretor sindical.

O hospital ainda sofre com a falta de medicamentos, como metronidazol, transamin, metilergometrina, além de equipamentos como o laringoscópio, oxímetro, sonar, otoscópio.

Sobre a falta de remédios, o diretor confirmou que há apenas um medicamento faltando, que seria o metronidazol. Mas, assim como as demais demandas, ele diz que já foi solicitado o remédio para a saúde estadual.

Além do problema com os cilindros de oxigênio e extintores de incêndio, a equipe do Sindmed-AC encontrou também:

  • Infiltrações e mofo por todo o prédio;
  • Problemas na rede elétrica, como a falta de luz no pronto-socorro;
  • Falta de revitalização;
  • Falta de medicamentos, como metronidazol, transamin, metilergometrina;
  • Ausência de equipamentos como o laringoscópio, oxímetro, sonar, otoscópio.

O sindicato destacou que teme ocorrer uma sobrecarga de energia, causando curto e um incêndio. A tragédia seria maior devido à falta de extintores, de saídas e luzes de emergência.

Hospital tem extintores vencidos há 4 anos e cilindros com risco de explosão – Foto: Arquivo/Sindmed-AC

O diretor-geral da unidade, Josimar dos Santos Silva, disse que já solicitou à Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) a troca dos extintores, mas ainda não foi feita a troca. Segundo ele, a solicitação é feita desde a gestão passada.

“A gente solicita à Sesacre, que é o setor responsável. Na gestão passada já estava assim, quando assumimos já solicitamos. Sobre o cilindro de oxigênio não sei como viram isso porque temos um local atrás da unidade onde guardamos os cilindros. No PS, a ala masculina e feminina também permanecem o suporte do cilindro, que são locais de emergência e não podem ficar sem”, argumentou.

A reportagem entrou em contato com a Sesacre e aguarda retorno.

Sobre a falta de energia elétrica, o gestor falou que é por causa dos apagões registrados na cidade. “Quando a luz pisca tem o motor. Temos um gerador de luz, é acionado”, justificou.

Falta de manutenção

A unidade de saúde foi uma das atingidas pela enchente histórica de 2015 na cidade. A água do rio inundou o hospital, ruas, casas, praças, terminal rodoviário, comércios e órgãos públicos instalados na região central do município, além da casa e do Centro de Memória Chico Mendes.

O diretor falou que o prédio é antigo e não pode ser ampliado por estar em uma área de risco. Desde a alagação, o Estado faz reformas paliativas na estrutura e há a previsão de fazer uma nova reforma.

Hospital de Xapuri foi atingido pela enchente histórica em 2015 – Foto: Aline Nascimento/G1/Arquivo

“Temos problemas sim relacionados a isso, infiltrações, paredes que faltam pintar, mas tudo isso foi solicitado à Sesacre”, alegou.

Sobre a falta de remédios, o diretor confirmou que há apenas um medicamento faltando, que seria o metronidazol. Mas, assim como as demais demandas, ele diz que já foi solicitado o remédio para a saúde estadual.

“Temos todos os outros. Sobre esses aparelhos, temos todos também. Faltava o sonar, mas a Sesacre mandou”, justificou.

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Conta de luz do acreano pode subir 19% em média no ano que vem

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Por Edmilson Ferreira

As tarifas de energia poderão ter alta média de 19% em até 2022. A estimativa da TR Soluções, empresa de tecnologia especializada em tarifas de energia, vale para os consumidores de todo o país, considerando as 53 concessionárias de distribuição de energia elétrica.

As projeções foram calculadas por meio do Serviço para Estimativa de Tarifas de Energia (SETE), plataforma da empresa que, há uma década, reproduz os cálculos tarifários de acordo com os procedimentos definidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), incluindo parâmetros como condições do mercado da distribuidora, contratos de energia, variação do dólar, etc.

“A maior parte do aumento – 12 pontos percentuais – se deve ao déficit da Conta Bandeiras a ser considerado em cada processo tarifário individual de 2022, o que representa a diferença entre as despesas de responsabilidade das bandeiras e as receitas decorrentes de seu acionamento e do prêmio de repactuação do risco hidrológico dos contratos regulados na modalidade quantidade”, explica o diretor de Regulação da TR Soluções, Helder Sousa. A variação se deve ao fato de que as bandeiras tarifárias não estão sendo suficientes para cobrir os custos associados à geração térmica e ao risco hidrológico: a projeção indica que o saldo da conta nos eventos tarifários de 2022 deve representar um déficit de R$ 17,8 bilhões.

A variação das tarifas também deve ser pressionada por custos atrelados à geração térmica relativos aos contratos por disponibilidade. Além disso, a inflação deve afetar as contas de luz, principalmente no caso das empresas cujos processos tarifários se dão no primeiro semestre.

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Por combate à fome, Thaumaturgo é finalista do Prêmio Espírito Público

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O município de Marechal Thaumaturgo é finalista do Prêmio Espírito Público, uma iniciativa de várias organizações, incluindo a Fundação Lemann, que visa valorizar as ações que melhoram os serviços públicos. A escolha é pelo voto popular.

A votação se encerra no dia 11 de dezembro e o resultado será divulgado na cerimônia de premiação 2021, em 15 de dezembro, 18h, no YouTube.

Além de Thaumaturgo, outras cinco iniciativas estão concorrendo ao prêmio, todas atuando contra a fome e a insegurança alimentar. Thaumaturgo se destacou porque não deixou faltar merenda aos estudantes mesmo com as aulas remotas nesta pandemia -ao mesmo tempo manteve a aquisição de alimentos da agricultura familiar.

Nesse contexto, a Prefeitura de Marechal Thaumaturgo gesta o Programa Nacional de Alimentação Escolar, no âmbito, da Secretaria de Educação visando contribuir para o crescimento, desenvolvimento da aprendizagem, rendimento escolar e formação de hábitos saudáveis dos alunos, por meio de ações de educação alimentar e nutricional e da oferta de refeições elaboradas com alimentos adquiridos da agricultura familiar e de povos tradicionais (ribeirinhas, quilombolas e indígenas), e assim, garantir o atendimento das necessidades nutricionais no ambiente escolar do município de Marechal Thaumaturgo.

De forma complementar a gestão do Programa no município tem como objetivo incentivar por meio da geração de renda, a permanência das famílias ribeirinhas, assentados da Reforma Agrária, moradores da Reserva Extrativista do Alto Juruá e Indígenas na Unidade de Produção Familiar – UPF. Para tanto, a prefeitura oferece apoio técnico aos agricultores no diagnóstico de sua cadeia produtiva e orientação técnica para participação de um chamamento público, viabilizando a entrada de recursos nessas comunidades, ao adquirir diretamente os gêneros alimentícios produzidos de forma sustentável.

O Programa atendeu ao longo desses anos mais de 30 Escolas na Zona Urbana e Rural totalizando 5.070 alunos matriculados e contemplando de forma direta e indireta, mais de 200 famílias que fornecem gêneros alimentícios da agricultura familiar para o município.

Com as aulas remotas o acesso às refeições foi garantido pela prefeitura, que planejou e executou a logística de entregas dos gêneros alimentícios, de acordo com o cardápio escolar, não comprometendo assim, o acesso a alimentação saudável pelos alunos matriculados e sua família, bem como escoamento de produtos dos agricultores familiares evitando também desperdícios.

Só neste ano a gestão do programa garantiu a entrega de 1.865 kits feitos com a compra de Produtos da Agricultura Familiar.

Para obter melhores informações e votar em Marechal Thaumaturgo acesse: https://premioespiritopublico.org.br/votacao-instituicoes-que-transformam/

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Projeto de Mailza Gomes para transformar Gleba Seringal Afluente em UC é aprovado

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Localizada nos municípios de Feijó e Manoel Urbano, terreno é de propriedade da União e poderá ser doada, com encargo, ao Estado do Acre

Foi aprovado nesta quinta-feira, 2, o projeto da senadora Mailza (Progressistas-AC) que autoriza a União doar ao Estado do Acre a área remanescente da Gleba Seringal Afluente, localizada nos municípios de Feijó e Manoel Urbano para implantação de unidade de conservação de uso sustentável (UC). Com área de 155 mil hectares, sua destinação para área de conservação coincide com o programa do Governo Federal para fortalecimento da Reforma Agrária.

“É de interesse da União de promover a melhor destinação das terras públicas federais situadas na Amazônia Legal, e do interesse coincidente do Estado do Acre de implementar unidade de conservação de uso sustentável da área em questão e só encontramos motivos para apresentação. Com a administração do estado, potencializa esse fomento produtivo, uma vez que todos os resultados socioprodutivos, ambientais e econômicos será rentável ao Estado e, especialmente, aos moradores da região”, justificou Mailza.

O Projeto de Decreto Legislativo (PDL 335/2021) da parlamentar, que teve parecer favorável do relator, senador Sérgio Petecão (PSD-AC) foi aprovado nesta quinta-feira, 02, pela Comissão de Agricultura e Reforma Agrária. Agora segue para análise da Câmara dos Deputados.

Após aprovação do Congresso Nacional, a Gleba Seringal Afluente poderá se transformar em uma unidade de conservação de uso sustentável, a exemplo das Resex Cazumbá-Iracema ou Chico Mendes, dentre outras existentes no Acre.

De acordo com o Instituto Chico Mendes, todas as unidades de conservação devem dispor de um Plano de Manejo, que deve abranger a área da Unidade de Conservação, sua zona de amortecimento e os corredores ecológicos, incluindo medidas com o fim de promover sua integração à vida econômica social das comunidades vizinhas e manejo dos recursos naturais.

Ainda segundo o ICMBio, o Plano de Manejo visa levar a Unidade de Conservação a cumprir com os objetivos estabelecidos na sua criação; definir objetivos específicos de manejo, orientando a gestão da Unidade de Conservação; promover o manejo da Unidade de Conservação, orientado pelo conhecimento disponível e/ou gerado.

Mailza conversa com moradores da Gleba Afluente de Manoel Urbano e Feijó

Em junho deste ano, Mailza esteve reunida na sede da Unidade de Gestão Ambiental Integrada (Ugai) do Jurupari com técnicos do Iteracre e moradores da Floresta Estadual do Afluente para ouvir reivindicações e tratar dessa proposta de doação da área ao Estado do Acre – atualmente sob domínio da União.

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