Sindicatos alertam deputados que aprovarem aumento da contribuição previdenciária: “Mostraremos quem é quem”

A professora Rosana Nascimento, presidente da CUT e do Sinteac, reafirma que os problemas do Acre Previdência “não são culpa dos trabalhadores

A Central Única dos Trabalhadores no Acre (CUT/Acre) e seus sindicatos filiados fizeram um apelo para que os deputados não aprovem o aumento da contribuição previdenciária dos funcionários públicos. Um projeto de lei de autoria do Executivo sugere que a alíquota de contribuição seja elevada de 11% para 14%, com o objetivo de minimizar o déficit financeiro, também conhecido como “rombo no Acre Previdência”.

Os sindicatos adiantam que haverá movimento de rua caso os deputados alterem a contribuição como condição para aprovar o aumento no salário dos servidores públicos. O movimento sindical promete mostrar, em vídeos e fotos, quais os deputados que traírem o trabalhador.

Rosana Nascimento disse que categoria não aceitará calada as alterações /Foto: Sindicato do Bancários do Acre

A professora Rosana Nascimento, presidente da CUT e do Sinteac, reafirma que os problemas do Acre Previdência não são culpa dos trabalhadores: “Este debate é muito mais profundo e complicado. É de conhecimento dos senhores que este fundo previdenciário sofreu várias retiradas altíssimas, com desvio de finalidade das contribuições que deveriam ser reservadas para aposentados, pensionistas e outros beneficiários.

No governo do Orleir foi retirada remessa vultosa para construção de casas populares. Também retiraram milhões para pagamento de salários atrasados do Governo Romildo Magalhães. Além disso, por 11 anos as contribuições foram enviadas ao tesouro nacional. Nunca o governo quis discutir a contribuição desde a assinatura dos contratos dos servidores até a mudança de regime de estatutário para o regime geral”, reagiu a sindicalista.

“Como responsáveis também pela sustentabilidade de nossas aposentadorias, queremos fazer esta discussão com tempo e tranquilidade, ouvindo profissionais técnicos da área e encontrar um caminho de reposição do que não foi depositado e com sustentabilidade futura. Não é assim no afogadilho, como esse governo sempre faz, que iremos resolver os problemas gravíssimos enviando projetos de última hora. Estamos falando dos aposentados e futuros aposentados e o sustento e sobrevivência de vidas de nossos idosos”, concluiu.

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