Telexfree: divulgadores começam a ingressar com ação na Justiça contra a empresa

Da redação, com Ana Paula Batalha Após a Justiça do Mato Grosso obrigar a Ympactus Comercial Ltda, empresa de marketing multinível Telexfree, a devolver R$ 101,5 mil a um divulgador na semana passada, incentivou os demais a praticar a mesma ação. No Acre, 22 investidores...

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Da redação, com Ana Paula Batalha

Após a Justiça do Mato Grosso obrigar a Ympactus Comercial Ltda, empresa de marketing multinível Telexfree, a devolver R$ 101,5 mil a um divulgador na semana passada, incentivou os demais a praticar a mesma ação. No Acre, 22 investidores já processaram a empresa no Tribunal de Justiça do Estado do Acre (TJ-AC). Os processos tramitam nas 1ª e 2ª Vara Civil de Rio Branco e nos juizados especiais.

Entre outras situações, os divulgadores reivindicam rescisão de contrato, devolução de dinheiro e antecipação de tutela. Os valores das ações variam entre R$ 156.613,37 a R$ 479.362,41.

Entenda o caso
A atuação da Telexfree em todo o país foi suspensa por decisão da justiça acreana no dia 18 de junho, pela juíza Thais Borges. A Telexfree é suspeita de atuar em um esquema de pirâmide financeira, ilegal no Brasil.

Com a decisão, foram suspensos os pagamentos e a adesão de novos contratos à empresa até o julgamento final da ação em todo o país. A magistrada afirma que a decisão não configura o fim da empresa, apenas suspende suas atividades durante o processo investigativo. O descumprimento pode gerar multa diária de R$ 500 mil a R$ 100 mil.

A Telexfree informa ser uma provedora de telefonia via internet que comercializa o serviço por meio do marketing multinível – um modelo de varejo em que os distribuidores ganham bônus pelas vendas feitas por outros distribuidores indicados, por eles, para a rede.

O modelo de negócios da empresa, porém, foi considerado insustentável pela Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae), do Ministério da Fazenda. Isso porque o faturamento da Telexfree viria, sobretudo, das taxas de adesão pagas pelos associados – chamados de divulgadores –, e não da venda de pacotes de minutos.

Empresa nega irregularidades em sua operação
Em nota divulgada anteriormente sobre a acusação de formação de pirâmide, a empresa nega qualquer irregularidade em suas operações.

“De forma violenta, e sem ter tido a oportunidade de se defender previamente, a empresa líder em marketing multinível se viu judicialmente impedida não só de efetuar os pagamentos de comissões para seus divulgadores, bem como de continuar operando”, diz a nota.

Segundo a Telexfree, um laudo comprova a sua capacidade financeira: “A empresa é economicamente viável, tendo juntado em sua defesa um parecer de viabilidade econômica firmado por três renomados especialistas, mestres, doutores e professores de uma das mais prestigiadas faculdades de economia do país”.

A empresa também critica na nota a telefonia brasileira: “O sólido modelo de negócios da Telexfree tem um brilhante futuro econômico, considerando as péssimas condições da telefonia e os extorsivos preços dos serviços de telecomunicações no Brasil”.

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