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Brasil

Tesouro pagou em julho R$ 400,56 milhões em dívidas de estados

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Este ano, já são R$ 5,02 bilhões de dívidas honradas pela União

 Por Andreia Verdélio

A União pagou, em julho, R$ 400,56 milhões em dívidas atrasadas de estados, segundo o Relatório de Garantias Honradas pela União em Operações de Crédito e Recuperação de Contragarantias, divulgado hoje (8) pelo Tesouro Nacional. Do total, R$ 162,95 milhões são débitos não quitados pelos estados de Minas Gerais; R$ 106,67 milhões do Rio de Janeiro; R$ 77,46 milhões de Goiás, e R$ 53,47 milhões do Rio Grande do Sul.

Este ano, já são R$ 5,02 bilhões de dívidas de entes subnacionais honradas pela União. Os que tiveram os maiores valores honrados foram os estados de Minas Gerais (R$ 1,97 bilhão), Rio de Janeiro (R$ 1,9 bilhão) e Goiás (R$ 723,04 milhões). Rio Grande do Sul (R$ 399,23 milhões) e Rio Grande do Norte (R$ 15,50 milhões) também aparecem na lista de entes que tiveram as garantias honradas em 2022.

Desde 2016, a União realizou o pagamento de R$ 46,93 bilhões em dívidas garantidas. Além do relatório mensal, o Tesouro Nacional também disponibiliza os dados no Painel de Garantias Honradas.

As garantias representam os ativos oferecidos pela União – representada pelo Tesouro Nacional – para cobrir eventuais calotes em empréstimos e financiamentos dos estados, municípios e outras entidades com bancos nacionais ou instituições estrangeiras, como o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Como garantidor das operações, ele é comunicado pelos credores de que não houve a quitação de determinada parcela do contrato.

Caso o ente não cumpra suas obrigações no prazo estipulado, o Tesouro compensa os calotes, mas desconta o valor coberto com bloqueios de repasses federais ordinários, além de impedir novos financiamentos. Há casos, entretanto, de bloqueio na execução das contragarantias, a partir da adoção de regime de recuperação fiscal ou por meio de decisões judiciais que suspenderam a execução.

Em 2022, a União recuperou R$ 29,35 milhões em contragarantias. Todo o valor é referente a dívidas pagas do estado do Rio Grande do Norte.

Edição: Lílian Beraldo

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PF indicia agentes da PRF por homicídio qualificado no caso Genivaldo

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 Inquérito foi concluído e encaminhado ao Ministério Público Federal

Foto: midiamax/Google

Por Marcelo Brandão

A Polícia Federal (PF) concluiu o relatório final do inquérito aberto para investigar a morte de Genivaldo de Jesus Santos, ocorrida em maio durante uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no município de Umbaúba, no sul do estado de Sergipe. O relatório, entregue hoje (26) ao Ministério Público Federal (MPF), indicia três agentes da PRF por abuso de autoridade e homicídio qualificado.

“O inquérito policial foi encaminhado, nesta segunda-feira (26/9), ao Ministério Público Federal para providências de sua competência, permanecendo a Polícia Federal à disposição para quaisquer outras eventuais diligências julgadas necessárias ao apuratório”, disse a PF, em nota.

A morte de Genivaldo ganhou projeção nacional por causa das imagens veiculadas na internet, que mostram a vítima presa dentro de uma viatura esfumaçada. Genivaldo se debate com as pernas para fora enquanto um policial rodoviário mantém a tampa do porta-malas abaixada, impedindo o homem de sair. Segundo o Instituto Médico Legal (IML) do estado, Genivaldo morreu de insuficiência aguda secundária a asfixia. Ele teria sido parado pelos agentes por trafegar de moto sem capacete.

A PF indiciou três agentes por homicídio qualificado. Isso significa que se trata de um homicídio cometido em circunstâncias que tornam o crime mais grave do que já é. Nesse caso em específico, foi considerada a prática da asfixia na morte de Genivaldo e da impossibilidade dele se defender.

Os agentes seguem afastados de suas funções, mas não estão presos.

Por meio de nota, a Polícia Federal agradeceu as colaborações prestadas pela Secretaria de Segurança Pública de Sergipe, em especial, o Instituto Médico Legal do Estado de Sergipe; e pela Polícia Rodoviária Federal, “pela agilidade no atendimento às demandas da investigação”.

Em nota, o MPF confirmou o recebimento do inquérito e explicou que terá 15 dias para análise do inquérito e apresentação de denúncia. Após a conclusão do inquérito, a PF citou as colaborações da PRF e de outros órgãos nas investigações.

Edição: Fernando Fraga

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Presidente Jair Bolsonaro recebe missão da OEA que observará eleições

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Presidente Jair Bolsonaro recebe missão da OEA que observará eleições

Integrante da Missão de Observação Eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA), o ex-chanceler do Paraguai, Rubén Ramírez Lezcano, fala à imprensa, após encontro com o presidente Jair Bolsonaro, no Palácio do Planalto

O presidente Jair Bolsonaro recebeu hoje (26) integrantes da missão da Organização dos Estados Americanos (OEA) que observará as eleições no Brasil. A delegação é chefiada pelo ex-chanceler do Paraguai, Rubén Ramírez Lezcano. “A nossa missão é de observação, no respeito da institucionalidade do Brasil, promovendo a participação dos cidadãos brasileiros ao voto”, disse Lezcano após a reunião no Palácio do Planalto.

Segundo ele, na agenda da delegação estão encontros com os candidatos à Presidência, com representantes de partidos políticos, de instituições do governo, como o Tribunal Superior Eleitoral, de organizações da sociedade civil e observadores locais. O resultado desses encontros, somados à observação direta do pleito e à análise dos regulamentos, serão apresentados pela OEA em relatório preliminar, com observações e recomendações sobre as eleições no país.

Integrante da Missão de Observação Eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA), o ex-chanceler do Paraguai, Rubén Ramírez Lezcano, fala à imprensa, após encontro com o presidente Jair Bolsonaro, no Palácio do Planalto
Chefe da Missão de Observação Eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA), o ex-chanceler do Paraguai, Rubén Ramírez Lezcano, fala à imprensa, após encontro com o presidente Jair Bolsonaro, no Palácio do Planalto – José Cruz/Agência Brasil

Integrada por 55 especialistas e observadores de 17 nacionalidades, a missão estará presente no Distrito Federal e em 15 estados – Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo. Além disso, no dia da eleição, integrantes da missão observarão a votação em três cidades no exterior: Porto, em Portugal, e Miami e Washington, nos Estados Unidos.

A equipe conta com especialistas que irão monitorar aspectos diferentes das eleições, são eles: tecnologia e organização eleitoral, votação no exterior, justiça eleitoral, financiamento político, campanhas e liberdade de expressão, participação política de mulheres, participação de grupos indígenas e afrodescendentes e violência eleitoral.

Esta é a terceira ocasião em que a OEA envia uma missão para observar os processos eleitorais no Brasil. O primeiro turno das eleições deste ano será no próximo domingo (2) e o segundo, em 30 de outubro. Serão escolhidos o presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais.

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Pesquisas eleitorais devem ser registradas até esta segunda-feira (26)

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Resultados podem ser divulgados no dia da eleição

Resultados podem ser divulgados no dia da eleição

Termina nesta segunda-feira (26) o prazo para o registro das pesquisas de opinião pública a serem divulgadas no dia da eleição, marcada para o próximo domingo, 2 de outubro.

De acordo com a legislação eleitoral, as pesquisas sobre a preferência do eleitorado por candidatas e candidatos poderão ser divulgadas a qualquer momento, inclusive no dia das eleições, desde que sejam registradas com cinco dias de antecedência.

As entidades e empresas responsáveis devem protocolar os levantamentos por meio do Sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais (PesqEle) do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Dados necessários

O registro deve ser acompanhado das seguintes informações, previstas no artigo 33 da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997):

– quem contratou a pesquisa;
– valor e origem dos recursos;
– metodologia e período de realização;
– plano amostral e ponderação quanto a sexo, idade, grau de instrução, nível econômico e área física de realização do trabalho a ser executado, intervalo de confiança e margem de erro, entre outras.

Importante lembrar que a Justiça Eleitoral não realiza qualquer controle prévio sobre resultado de pesquisa, nem gerencia ou cuida da divulgação.

Os levantamentos apresentados pelas empresas tampouco são fiscalizados de ofício pela Justiça Eleitoral. Na prática, essa função é exercida pelo Ministério Público Eleitoral (MP Eleitoral), pelas candidatas ou candidatos, pelos partidos políticos, pelas coligações e pelas federações, que são as partes legitimadas a impugnar o registro ou a divulgação de pesquisas eleitorais.

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