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Tião Viana diz que Operação G-7 foi uma ‘tentativa de golpe’ para desmoralizar o governo

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Governador do Acre, Sebastião Viana - Foto: Arquivo/oaltoacre

Governador do Acre, Sebastião Viana – Foto: Arquivo/oaltoacre

Em visita ao Jornal A GAZETA na tarde de ontem, o governador Tião Viana quebrou o silêncio sobre a Operação G-7, contestou todas as denúncias feitas pela investigação da Polícia Federal e demonstrou todo o seu apoio aos manifestos que estão ocorrendo em todo o Brasil. Tião falou ainda sobre os prejuízos que a operação trouxe aos principais programas do seu governo, o Cidade do Povo e o Ruas do Povo, e que espera nada menos do que a verdade sobre o caso.

Primeiramente, o governador disse que não se manifestou antes de forma mais aberta sobre a operação porque não queria dar margem a interpretação de que o governo estaria tentando intervir no caso. Agora que o processo está nas instancias superiores de Brasília e os investigados estão livres para enfim terem o direito de se defenderem, Tião disse que sente a vontade para falar sobre o assunto. A vontade também para apontar os erros de procedimentos e contrapô-los.

É a primeira contestação vai sobre as estranhezas que as instituições tiverem de se submeter diante da G-7. De acordo com Tião Viana, este período em que se vigorou a investigação da PF foi altamente atípico, uma vez que a operação silenciou o Ministério Público Estadual, que a 1ª instituição guardiã da Constituição e que assegura investigações, e cerceou a OAB, além de desembargadores, que deveriam ter todas as informações necessárias e acabaram monitorados.

“Houve uma monitoração ilegal e que representa um crime grave contra o Estado Democrático de Direito. Denúncias foram feitas e depois modificadas. Isso é inquietante. A G-7 foi uma forma de retaliação pessoal, uma tentativa para desmoralizar o Estado. E o que busco fazer agora é justamente defender a honra do nosso governo. Tenho o direito de defendê-lo. Porque, para mim, não é suficiente um delegado vir à TV e dizer que ‘não há nada contra o governador’. Esta aparente defesa não em serve. Só o que me interessa agora é a verdade. E ela vai vir à tona, doa a quem doer. Acho que cometeram erros gravíssimos de procedimentos e eles irão aparecer”, preconizou.

O governador foi mais além e detalhou alguns destes erros. De acordo com ele, a operação apontava que havia 23 ‘ruas fantasmas’ em Manoel Urbano. Daí, ele foi verificar e lá estavam as ruas, todas com obras executadas. Em Tarauacá, a operação acusava que 90% dos recursos do Ruas do Povo teriam sido pagos e só 25% delas teriam sido executadas. Mas quando Tião foi conferir, se deparou com um cenário de 100% das ruas feitas e apenas 87% dos recursos pagos. Em Epitaciolândia, a PF disse que o programa governamental afirmou ter executado uma rua, mas que ela havia sido feita com recursos do Calha Norte.

“Só que esqueceram de dizer que o governo executou mais de 160 km desta rua, enquanto a prefeitura executou apenas 5. Daí colocaram a rua inteira como se fosse um erro. Outro detalhe que desconsideraram completamente, mas que é muito importante, foram as ruas projetadas. Dezenas de municípios as têm, mas elas só viram ruas depois de ganharem nomes e serem aprovadas”, rebateu Tião, contestando também em xeque a capacidade técnica que os agentes da Polícia Federal afirmaram ter para montar, a todo custo, provas para o inquérito da PF.

Outro ponto contestado pelo governador foi o texto inicial da operação que pregava suspeitas de cartel instalado nas empresas do Cidade do Povo. Só que, depois, Tião narra que investigadores foram para a TV declarar que não havia cartel. “Viram o certo, e tentaram mudar as provas. Afinal, como é que pode ter cartel se o preço é fixo? Se o projeto tem, ao invés de 7 empresas (as que foram indicadas) 13 empresas e ainda mais de 3 mil casas a serem contratadas? Se a obra não tem licitação? Em Rondônia, 4,5 mil casas serão construídas, mas só 1 empresa do Sudeste ganhou a licitação. No Amazonas, 9,2 mil moradias serão feitas e só 1 empresas ganhou. Mas nada disso foi suspeito. Aqui, onde 13 empresas já estão no projeto e faltam empresas a participarem do contrato com a Caixa e o Banco do Brasil, que não têm nada a ver com o governo, como é que podem cogitar cartel? Isso não é válido. Esclarecimentos precisam ser feitos”, cobrou.

E foi mais duro ao fazer um balanço da Operação G-7. “o que mais me chama atenção é que foram 600 dias de escuta. Neles, não houve nenhum real de propina oferecido ou dada a ninguém, nenhum real de superfaturamento em obras; nenhuma denúncia contra a comissão permanente de licitação; nenhum ato que desabone a honra de um contrato público do governo. Nada. Só o que há deste tempo todo são conversas telefônicas ilegalmente gravadas e que tentam apontar dúvidas sobre a natureza ética dos diálogos”, criticou o governador.

Tião ainda fez um alerta para 2 fatos relevantes. O primeiro deles: em nenhum estado do país um magistrado da Justiça Estadual concede autorização para a Polícia Federal fazer escutas ou qualquer outro procedimento investigatório. Para o governador, isso só comprova o regime de exceção utilizado para viabilizar a G-7.  E, segundo, de todas as operações realizadas pela PF, apenas 8% são aceitas e 92% são descartadas.

‘Sou a favor das manifestações, a ideia de reprimi-las é absurda
Sobre as manifestações que estão tomando as ruas de todo o Brasil, inclusive que já ocorreram em Rio Branco e já têm agenda para mais um ato amanhã, o governador opinou que o movimento, ocorrido de forma pacífica, é o melhor caminho para a sociedade mostrar a sua insatisfação. Ele se mostrou a favor dos protestos e contou que, inclusive, já participou de vários manifestos semelhantes, indo às ruas do Pará, em 1973, em busca de sonhos, de objetivos e de uma identidade.

Por isso, Tião Viana ressaltou que, de forma alguma, tomará qualquer medida repressora para coibir tais protestos. Ao contrário, ele acredita que os atos apartidários e sem bandeiras políticas têm mais é que acontecerem para a sociedade pedir e cobrara aquilo que anseia.

“Não me sinto distante das manifestações. Temos uma ampla compreensão sobre elas. Estou dando as boas vindas para o movimento e espero que os protestos não fiquem só nas redes sociais. Espero que as pessoas possam sair delas e pensar mais sobre tudo, sobre o mundo. As instituições têm um tempo lento de tratar as questões da atualidade e estão sendo substituídas pelo ativismo social, pelas redes. Diferentes dos manifestos de épocas passadas, quando buscávamos mais a redemocratização, agora eu vejo pessoas em busca de liberdade”, declarou.

Por fim, Tião lançou aos manifestantes o desafio de buscar descobrir e cobrar as repercussões positivas para depois destes atos, lembrando que democracia sólida não se faz sem instituições fortes. E também incumbiu aos governantes de todo o país a missão de encontrar soluções mais hábeis para este tempo de ‘pós-manifestações’ que está por vir.

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Deputada Jéssica Sales anuncia cura do câncer após cirurgia e celebra: “Deus é fiel”

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Por Thais Farias

A deputada federal Jéssica Sales (MDB) anunciou no início da tarde desta terça-feira, 5, que está curada do câncer de mama. A revelação veio por meio das redes sociais, poucos dias após a cirurgia que fez de retirada da mama. “Hoje é um dia muito especial para mim. O que Deus já tinha me confirmado, se concretizou”, escreveu a parlamentar.

Para ela, existe sim, um Deus fiel e bastou crer no milagre. Sales aproveitou para agradecer a todos que sempre estiveram com ela e a família nessa corrente de orações. “Estou tão feliz. Acabei de receber a ligação do médico mastologista da cirurgia e ele disse que eu não tenho mais câncer”.

De acordo com a deputada, os seguidores que a acompanham foram fundamentais nessa batalha. “Como é importante a gente ter o amor para poder vencer tudo e principalmente Deus no coração. Muito obrigada a cada um de vocês e a Deus, o nosso mais fiel em tudo na nossa vida. Já deu certo”, finalizou.

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Acre registra mais de 500 novos casos de Covid em 24 horas; 6 estão internados

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O Acre registrou nesta terça-feira (5) 530 novos casos de coronavírus, em 24 horas, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre).

O número de infectados é de 127.705 em todo o estado.

Quatro exames seguem em análise no Laboratório Central de Saúde Pública do Acre (Lacen). Seis pessoas estão internadas nos hospitais de campanha.

Nenhum óbito foi notificado nesta terça, fazendo com que o número oficial de mortes por covid-19 permaneça em 2.005 em todo o estado.

Pelo menos 123. 170 pessoas já receberam alta médica da doença.

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Mulher que escapou de ser esmagada por caminhão desgovernado no Acre fala sobre acidente: ‘milagre’

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Vídeo mostra o momento em que caminhão perde o freio e quase atinge em cheio a pedestre. Mulher fraturou a perna, mas disse que segue bem.

Caminhão capota em cima de pedestre em Cruzeiro do Sul

Maria Neves, de 31 anos, é a pedestre que aparece em um vídeo impressionante que mostra como por pouco um caminhão desgovernado não a atinge em cheio. O acidente aconteceu na manhã de segunda-feira (4), quando ela estava andando na calçada de uma bomboniere em Cruzeiro do Sul.

As imagens mostram o momento em que o motorista perde o controle do caminhão, carregado de cimento, e invadiu a calçada. No momento, a mulher passava bem no local e quase foi atingida em cheio. A Polícia Militar confirmou que o motorista perdeu o freio do veículo ao descer em uma ladeira.

Dá para ver que ela se esquiva, mas o caminhão ainda chega a atingi-la. Logo após o carro capotar, o motorista consegue sair pela janela do veículo e percebe-se uma movimentação para ajudá-la.

Caminhão perdeu o controle e capotou em cima de pedestre em Rio Branco — Foto: Arquivo pessoal

Caminhão perdeu o controle e capotou em cima de pedestre em Rio Branco — Foto: Arquivo pessoal

Já em casa e com uma das pernas engessadas, Maria conta que havia ido em casa falar com o marido e voltava para o estabelecimento quando tudo aconteceu.

“Quando eu estava entrando na bomboniere, de cabeça baixa, só ouvi o barulho e senti a pancada na perna. Quando olhei, o caminhão já estava arriado no chão e eu caí. Ainda caí, consegui me levantar, mas caí mais na frente até que me ajudaram”, conta.

Logo após o acidente e do susto, ela foi levada ao hospital da cidade, onde fez um raio-X e foi detectado que fraturou um osso da perna, na parte de trás. Para ela, foi como se tivesse uma segunda chance.

“Realmente foi um milagre. Depois no hospital, todo mundo que viu o vídeo falava isso. O médico, quando foi me liberar, disse que era para eu ir para casa repousar e agradecer porque o milagre foi grande. Como é bom voltar para a casa”, diz.

Em casa, Maria Neves conta que só ouviu o barulho e em seguida o impacto na perna  — Foto: Bruno Vinicius/Rede Amazônica Acre

Em casa, Maria Neves conta que só ouviu o barulho e em seguida o impacto na perna — Foto: Bruno Vinicius/Rede Amazônica Acre

Clique em cima da foto e veja o vídeo do momento impressionate em que mostra que por pouco um caminhão desgovernado não atinge mulher de cheio em Cruzeiro do Sul no Acre

Colaborou Bruno Vinicius, da Rede Amazônica Acre.

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