Do ac24horas.com

O que deveria ser apenas mais uma entrevista do senador Jorge Viana (PT), na condição de vice-presidente do Senado e uma das maiores autoridades do PT nacional, a respeito da crise que se instalou no país e no próprio partido,  a partir do segundo mandato da presidente Dilma Roussef (PT), acabou por revelar uma briga intestina e fratricida entre ele e o seu irmão, o governador do Acre, Sebastião Viana (PT). A rusga entre os poderosos irmãos foi revelada após Jorge Viana criticar a falta de comunicação de secretários da atual administração.

Sebastião Viana teria autorizado seus gestores da área de comunicação a emitir uma nota, que deixou nas entrelinhas uma suspeita de possíveis irregularidades na área de comunicação da administração de Jorge Viana à frente do governo do Acre. O que talvez o atual governador não contava é que até mesmo os adversários políticos da FPA sairiam em defesa de seu irmão. Os líderes do PSDB, Major Rocha e Márcio Bittar atuaram como advogados e defesa de Jorge Viana.

O governador Sebastião Viana perdeu mais uma oportunidade de fazer uma autocrítica de sua administração, após o do momento de lucidez do seu irmão, um político que tem experiência administrativa para questionar tudo que tem sido feito de forma equivocada no governo do Acre. Ao invés de mandar seus lacaios atacarem Jorge Viana, ele deveria reunir sua equipe e fazer uma autocrítica dos projetos que não deram certo até o momento”, diz Rocha.

O deputado federal Major Rocha foi irônico ao citar a Álcool Verde, a fabrica de tacos e a fabrica de camisinha, empreendimento do governo de Jorge Viana. “Sebastião Viana poderia ouvir o irmão e pegar os exemplos de projetos mal sucedidos como a Álcool Verde, a fábrica de tacos e a de camisinhas que faliram, talvez assim, ele não tivesse repetido o mesmo fracasso com o Ruas do Povo, a Zona de Processamento de Importações, conhecida como ZPE”.

Rocha destaca que, “mesmo não concordando com Jorge Viana em quase tudo, entendo que ele está certo quando faz as criticas pelo modo petista de governar o país e o Acre. O senador que fazer o PT voltar para os caminhos da ética e do combate à corrupção, pena que nem os dirigentes nacionais petista, nem os dirigentes do partido do Acre, não têm a capacidade de assumir seus erros e falhas, principalmente as administrativas”, finaliza o deputado.

O presidente do PSDB, Márcio Bittar também opinou sobre a questão. Ele relembra que nos debates e incisões de TV, chegou a fazer ponderações sobre a diferença do modo de fazer política dos irmãos Viana. Eu disse na TV, que Jorge Viana chegou ao governo pelo amor e pela confiança, enquanto Sebastião Viana se mantém pela ameaça e pela truculência. Jorge Viana é um líder nato, mas seu irmão não conseguiu absorver nada desta capacidade política”, enfatiza.

O tucano afirma que as demonstrações explicitas de que existe um grave problema de relacionamento entre os Viana, joga por terra a tese de que a oposição não se une e parece mais um balaio de gatos.  “A unidade propalada por eles, não corresponde a verdade. Eles alegam  que são unidos e aposição é um balaio da gatos, mas é apenas um jogo de cena. O que há na verdade, dentro do PT, é uma disputa por território sem fim”, ressalta Bittar.

Para Márcio Bittar, o projeto da FPA tem como suporte o legado político dos mandatos de Jorge Viana. “Eu e muitas pessoas da oposição não devemos nada ao Jorge, mas todos os que estão exercendo algum tipo de cargo, devem e muito a ele. Quando o governo de Sebastião Viana tenta falar alguma coisa é porque é mal-agradecido ao irmão. Quando ele mostra a diferença com Jorge, existe aí uma dose de ingratidão, porque quem construiu este projeto foi o Jorge Viana”.

A margem mínima de votos que decidiram as últimas disputas eleitorais do Acre, o tucano também atribui ao senador Jorge Viana, que estaria entrando apenas para decidir o placar final. “Ele (Jorge Viana) é o político que mais prejudica a oposição. É ele quem decide as disputas com o percentual mínimo de votos que o PT precisa para ganhar as eleições. Na última disputa ele foi panfletar nas ruas e clamou para a militância voltar a defender o projeto”, finaliza Bittar.

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